Peru – 31 dias

Quando planejamos essa viagem ao Peru sabíamos que não ia ser fácil dirigir todos os dias mais de 1100 km, por quase 15 horas mas na realidade, foi muito mais complicado para cruzarmos o Brasil pelo Acre.

No primeiro dia cruzamos quatro estados (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Goiás) até chegarmos a Itumbiara. Além de rodarmos 1120km, chegamos tarde e para piorar ainda tivemos dificuldade de achar o hotel.

No segundo dia acumulando o cansaço do primeiro, saímos de Itumbiara para Cáceres, no Mato Grosso. No caminho encontramos muitos caminhões o que deixou a viagem ainda mais cansativa e para piorar as estradas tinham uma única faixa. Dirigimos 1110km

No terceiro dia saímos de Cáceres para Porto Velho. O dia anterior já tinha sido mais exaustivo do que prevíamos e agora o cansaço era visível. Tínhamos uma meta e queríamos atingir. Dirigimos 1223km.

Quarto dia e a missão era sair de Porto Velho finalmente rumo ao Peru, em Puerto Maldonado. Nesse dia atravessamos o rio Madeira de ferry boat. Quando ainda estávamos no Brasil ficamos bastante apreensivos com a baixa do rio, mas no fim tudo deu certo e conseguimos atravessá-lo sem maiores problemas, inclusive o nível do rio estava subindo de volume.

Travessia do rio Madeira

Sim, o Acre existe! Chegamos e passamos por ele. Bem, passar não foi tão simples assim, trechos de céu azul com campos verdes trocam de lugar rapidamente por pequenos trechos de chuvas torrenciais que logo voltam a ceder o lugar para um lindo céu de cruzeiro. Sem falar do estado precário de conservação da estrada, que por muitos momentos fomos obrigados a parar o carro e escolher qual era o menor buraco para passar.

Divisa de Estados, o Acre existe!

Para quem cruza de carro a fronteira é sempre mais tenso porque além dos tramites pessoais ainda tem os tramites com o automóvel. Chegamos na fronteira em um sábado à tarde e precisávamos do seguro exigido pelo Peru, o SOAT e mal sabíamos que ali começaria nossa saga pelo seguro. Para entrar no Peru eles exigem cópias de vários documentos. Até aí tudo bem, fizemos a cópia numa vendinha ao lado da aduana, mas infelizmente a pessoa responsável pelo SOAT não estava mais. Como já tínhamos visto vários vídeos falando que se não fosse possível compra-lo na fronteira que seguíssemos até Puerto Maldonado e assim fizemos.

Na estrada do Pacífico e a aduana Brasil/Peru

As paisagens no Peru mudam muito, mas esse primeiro dia vimos muito verde da floresta Amazônica e ainda estávamos quase no nível do mar e mal sabíamos o que nos esperava no dia seguinte. Simplesmente uma mudança brusca de paisagens, curvas e uma altitude de deixar qualquer um sem fôlego, até mesmo o carro.

 

Quando chegamos em Puerto Maldonado começamos a entender um pouco do que ouvíamos a respeito do trânsito no Peru. Se antes achávamos que os Argentinos no trânsito eram loucos, os Peruanos levam o prêmio de primeiro lugar. Além de muitos tuk-tuks e motos com três, quatro pessoas, somente o condutor usa capacete. Os peruanos utilizam as buzinas para tudo, são ensurdecedoras. Nesse dia dirigimos um pouco menos, 1028km.

Já no quinto dia a primeira atitude antes de sairmos do hotel foi ver se eles sabiam onde vendia o SOAT e realmente eles tinham duas pessoas que realizavam esse serviço, mas em um domingo novamente não conseguimos o seguro e resolvemos seguir viagem assim mesmo.

Se prepare porque apesar de Puerto Maldonado para Cusco ser apenas 450km de distância as muitas curvas vão deixar a viagem mais cansativa e longa. Nesse dia o cansaço acumulado e muita descida o sono foi chegando e muitas paradas foram necessárias.

Em um desses descansos fomos a uma feira de um povoado local próximo a Ocongate que vendia frutas e roupas feitas de alpaca, onde vimos muitas cholas, e fazendo um adendo nem um pouco parecidas com essas que ficam nos pontos turísticos. Foi até engraçado porque elas nos olhavam curiosas, e nós também.

Seguimos viagem para Cusco até sermos parados pela primeira polícia. Apresentamos toda a documentação necessária, exceto o SOAT. Como não tínhamos o seguro exigido, o policial nos deu duas opções ou pagávamos uma multa ou dormiríamos no local para que comprássemos o seguro no dia seguinte e apresentássemos a ele. Mesmo com todo o argumento que tentamos comprar pela internet e não conseguimos porque somente residentes no Peru tinham permissão e toda a nossa saga pelo maldito seguro na fronteira e em Puerto Maldonado não foi suficiente para amolecer o coração do policial. Então resolvemos que a multa seria uma opção já que não estava nos nossos planos atrasar a viagem, mas felizmente um outro policial de patente superior nos compreendeu quando relatamos todas as nossas tentativas frustradas para comprarmos o SOAT e nos deixou seguir sem uma punição com a condição de comprarmos o seguro em Cusco.

Saímos aliviados dali. Quando chegamos em Cusco a noite num trânsito caótico fomos parados pela segunda vez pela polícia. Entregamos os documentos que tínhamos e rezamos para que não pedissem o SOAT novamente porque dessa vez não conseguiríamos escapar. A notícia boa é que o policial estava preocupado com os vidros escuros que temos no carro e que no Peru é proibido desde que você tenha uma autorização para uso, mas não é o nosso caso já que no Brasil não precisamos dessa autorização. De qualquer forma explicamos para ele e mostramos a chancela que é timbrada na película. Ele compreendeu e nos liberou. Ufa! Nem acreditamos que passamos por mais essa barreira.

6º dia

No primeiro dia em Cusco resolvemos procurar por uma agência de turismo para fazer os passeios. Estávamos decididos a fechar com uma agência que nos foi recomendada por um dos sites que vimos quando ainda estávamos no Brasil. Para nossa maior decepção não fomos bem atendidos, não nos informaram valores e ainda ficaram discutindo quanto deveriam cobrar por um guia particular na nossa frente, um verdadeiro horror, mas no mesmo prédio dessa agência encontramos outra e resolvemos perguntar e saber sobre os serviços e pacotes. Fomos muito bem atendidos e acabamos fechando com esta depois que visitamos outras agências também. Vimos diversos pacotes e decidimos contratar um guia particular para nos guiar com o nosso carro. Acreditamos que foi uma decisão acertada porque tivemos um guia para nos explicar sobre cada lugar o tempo todo, sem a correria do entra e sai de uma van.

Para o mesmo dia a tarde fechamos o city tour. O primeiro lugar que visitamos foi Koricancha ou Templo do Sol, um dos mais importantes complexos arqueológicos. Feito de pedra polida e encaixes com o mais fino e perfeito acabamento, lugar onde eram feitos os rituais sagrados e oferendas ao deus Sol, mas depois da invasão espanhola foi construída o Convento e a Igreja de Santo Domingo. Próxima parada Sacsayhuaman, uma fortaleza no alto da montanha, existe uma pedra imensa de 11 ângulos, a guia nos contou que nesse lugar ocorreu uma batalha sangrenta dos Incas contra os espanhóis. Depois visitamos Qenqo, Pucapucara e Tambomachay.

7º dia

A nossa guia Nancy nos encontrou no hotel, e saímos para visitar os Vales do Sul. O primeiro foi Pikillaqta, ruínas arqueológicas de uma cidade pré-Inca, depois Tipon, um sítio arqueológico bem preservado onde os Incas construíram terraços para o cultivo e o último passeio do dia, a Igreja de São Pedro de Andahuaylillas.

8º dia

O dia começou como o anterior, a Nancy foi até o hotel que estávamos e o nosso primeiro lugar do dia foi Pisac, este sítio arqueológico é um dos mais importantes do vale sagrado e fica no alto de uma montanha. Lá apreciamos os antigos terraços para agricultura, ruinas e cemitério. Depois paramos na cidade para dar uma volta pelas lojas de artesanato e joias de prata.

A caminho de Ollantaytambo paramos em Urubamba para almoçar. Já em “Ollanta” visitamos o templo do sol no alto da montanha, a princípio nos deparamos ao que parece mais um terraço agrícola, mas este foi construído como encosta para evitar a erosão. Subindo observamos os descomunais muros de pedra. A guia nos contou que ali ocorreu uma das últimas batalhas de resistência Inca contra a colonização espanhola.

A última parada de hoje já retornando para Cusco foi na cidade de Chichero. As ruas e a praça todas feitas de pedra com a sua Igrejinha no alto, e muitas pessoas vendendo artesanato. Em uma loja tivemos uma breve demonstração de como são feitas as peças de lã de lhama, desde a lavagem, tingimento até a fabricação do fio de lã.

9º dia

Mais uma vez a Nancy nos encontrou no hotel e fomos para as ruinas Incas de Moray, uma incrível Terrassa agrícola em forma circular. Sua real finalidade ainda é incerta, especula-se que Moray foi uma região de experimentos dos Incas. A diferença exata de 15ºC entre o ponto mais alto e o círculo mais profundo servia de estudo para as diferentes condições climáticas, microclimas, domesticação de vegetais silvestres para consumo humano.

Depois, não muito longe dali fica Salineiras de Maras, uma nascente de água salgada que está a uns 3500 m de altitude, este local já era usado para extração de sal pela evaporação da água desde os povos pré-Incas. Hoje cada família do povoado cuida do seu lago e assim da extração de sal.

Não retornamos mais para Cuzco, nos despedimos da Nancy em uma bifurcação da estrada onde ela pudesse retornar de ônibus e nós seguimos pra Ollantaytambo. Chegando lá, deixamos o carro no hotel, fizemos um pequeno lanche num restaurante, rápidas compras no mercado já nos preparando para o dia seguinte e pegamos o trem rumo a Machu Picchu Pueblo (Águas Calientes). A viagem é linda, o trilho vai serpenteando junto com o rio Urubamba pelo vale cercado pelas montanhas e acima a vista do céu proporcionado pelo trem vistadome.

Em Águas Calientes fizemos uma breve volta pelo povoado, breve mesmo porque o povoado é pequeno. Contratamos um guia através do hotel que ficamos hospedados. Ele nos encontrou para combinarmos como seria a nossa ida a Machu Picchu.

10º dia – Machu Picchu

Acordamos às 4:30, tomamos o café da manhã no hotel e o guia já nos esperava na fila do ônibus para irmos à cidade perdida. A fila estava imensa, muita gente subindo logo no primeiro horário. Chegamos a cidade, validamos os ingressos e começamos o passeio guiado. O lugar realmente é incrível, muita energia, surpreendente, magnífico, nos falta adjetivo para descrever essa maravilha do mundo antigo, porém muitos “porquês” ainda seguem sem resposta. Terminamos o nosso passeio guiado, saímos da cidade para ir ao banheiro (só existe fora da cidade) e para comer, levamos biscoitos, barras de cereal e água nas mochilas.

Após esta pausa, retornamos para a cidade. Hora de subir Huayna Picchu, a montanha que aparece ao fundo da cidade na tradicional foto de Machu Picchu. Para subir essa montanha é preciso um ticket só para ela, comprado com muita antecedência porque a procura é grande e sobem somente 400 pessoas por dia em dois grupos, um às 8 e outro às 10hs, este último foi o horário que escolhemos.

Na entrada do portão da montanha encontramos outros brasileiros, começamos a subir a trilha juntos, mas o grupo se dispersou. Tínhamos em mente que a subida seria difícil, mas como estávamos fazendo um treinamento na academia foi fácil. Deixamos o cansaço, a falta de ar e tudo que nos rondava a cabeça de preocupação para trás. O único problema foi para o Alvaro superar o medo de altitude e os cuidados para não sofrer nenhum acidente porque não é sempre que tem corrimão nas escadas que são bem íngremes e o abismo que geralmente está bem ao lado.

Na volta subimos a Huchuy Picchu, uma pequena montanha que fica entre a cidade e Huayna Picchu, onde a maior dificuldade é uma pequena escalada com uma corda na pedra. Após 3hs de caminhada nas montanhas estávamos de volta à cidade, saímos mais uma vez para ir ao banheiro e comer.

Retornamos a cidade por volta de 14hs e a cidade não estava tão cheia. Demos mais uma volta admirando aquele lugar e vimos a placa “portal do sol”, ir ou não ir, eis a questão. São 2hs caminhando e a essa altura do dia já estávamos cansados. Resolvemos ir, e fomos nos enganando, só até aquela curva, só mais um pouco, só até aquela árvore, e assim conseguimos energia para chegar ao portal. O portal do Sol foi caminho original que os Incas faziam para chegar até entrada da cidade, um visual incrível, um outro ângulo para se apreciar de Machu Picchu.

Não esqueça de carimbar o passaporte, na saída da cidade próximo ao banheiro tem uma mesa para você carimbar o passaporte e o que mais quiser para ter mais uma recordação do lugar.

Retornamos de ônibus para Aguas Calientes e como havia tempo resolvemos comer no restaurante do hotel antes de retornar pra Ollantaytambo de trem. A Fernanda não teve problema com a alimentação, o Alvaro foi experimentar o famoso cuy al horno (porco da índia ao forno), pediu ½ porção sem cabeça, mas veio um inteiro e com cabeça. A atendente disse que não entendeu e etc. Resumo ele não comeu quase nada porque não estava bom, não soube comer, ficou com fome e ainda teve que pagar o valor integral do prato.

Já no trem não víamos a hora de chegar no hotel em “Ollanta”, O cansaço era imenso, estávamos exaustos, acabados, porém muito feliz e extasiados. Lá negociamos um tuk tuk até o hotel porque não tínhamos mais pernas para caminhar. A nossa cara de acabados deveria estar muito ruim, porque a dona do hotel nos deixou fazer o check in no dia seguinte e nos deu o melhor quarto.

11º dia – A caminho de Nazca

Nesse dia percorremos os 680km que separam a cidade de “Ollanta” até Nazca, mas não foi nada fácil. Enquanto planejávamos nossa trip vimos algumas pessoas dizendo que fizeram esse trecho num dia, mas aconselham a fazer em 2 e dormir em Abancay. Enfim nos planejamos e fizemos em um dia, e apesar de ser cansativo nossa recomendação é que faça em um dia. Abancay é relativamente perto de “Ollanta” e não tem nada, nenhuma estrutura para turismo, além de ser uma cidade feia.

Ollantaytambo está a uma altitude de 3000m aproximadamente, subimos a quase 4000m, descemos abaixo de 2000m, tornamos a subir a mais de 4000m de novo, e descer abaixo dos 2000m, e a subir a quase 4600m, a descer, a subir e assim perdemos as contas de quantas vezes subimos e descemos as montanhas. A estrada em sua maior parte é bem deserta, a não ser quando a polícia fazendo blitz nos para, depois de checar os documentos ela pergunta: Porque os faróis estão desligados? Não sei, responde Alvaro. Então o policial diz para manter os faróis sempre ligados. “Las luses asesas las 24hs del día!” (as luzes acesas 24 horas do dia). A noite surgiu e a gente ainda estava dirigindo. Foram quase 13hs na estrada e terminamos o dia a 600m de altitude.

12º dia – Dia de Montanha russa

Após o café da manhã fomos direto para o aeroporto fazer o sobrevoo nas linhas de Nazca, lá descobrimos que tinha um voo previsto para decolar em instantes e fomos nesse, não deu nem tempo para se acostumar com a ideia e se preparar psicologicamente. Escolhemos o passeio de 40min (linhas de Nazca + aqueduto de Cantalloc). Eu, Alvaro estava empolgado e seguro, já Fernanda com medo e quase passando mal, o avião vira de um lado para o outro em instantes para que os 2 passageiros possam ver as figuras. Quando o piloto já estava fazendo o procedimento de descida para aterrisagem a Fernanda passa mal, mas isso não invalida nossa opinião do passeio. Foi muito bom, realmente a melhor maneira de ver os desenhos é do alto.

Precisamos nos recompor um pouco e voltamos para o hotel. Após um breve descanso, em uma rua próxima acontecia uma feira local de domingo com frutas, vegetais, peixe, frango, tinha de tudo um pouco. É impressionante a variedade de batatas, milhos e outros alimentos que só no Peru podemos ver, mas acredito que o mais interessante é você poder ver uma cultura tão de perto sem interferência do turismo. Em uma das muitas agências próximas a praça das Armas agendamos um passeio para as dunas, sem tempo hábil ficamos sem almoçar.

Esperamos no hotel o carro da agência, uma espécie de bugre só que maior e feito de uma estrutura de ferro tubular ao invés de fibra. Saímos do centro de Nazca em direção ao deserto, visitamos o aqueduto de Ocongalla, depois nas ruínas de Cahuachi onde ficam as pirâmides de Nazca e o cemitério profano dos Nascas onde há uma múmia exposta nas areias e por fim as dunas. O motorista guiava o carro em forma elíptica subindo e descendo rapidamente pela duna, A Fernanda estava empolgada e segura, já eu Alvaro com medo do carro virar. Depois tivemos um tempo para descer a duna em uma prancha como snowboard, descer é fácil, mas subir. Retornamos a cidade no fim de tarde.

13º dia

Antes de conhecermos Paracas fomos conhecer o aqueduto de Cantalloc e os Paredones em Nazca depois seguimos a Panamericana Sur no sentido norte e paramos na torre que existe na beira da estrada para ver novamente as linhas de Nazca. Desta torre pode se ver apenas 3 figuras. Seguimos na estrada até Paracas e chegamos depois do meio dia. Existem muitos restaurantes na orla e em uma rua transversal, escolhemos um e almoçamos um delicioso peixe.

Ali próximo tem a reserva nacional de Paracas, onde passamos a tarde toda andando e parando em cada ponto, em cada mirante. É uma mistura de deserto, praias e falésias, enfim um infinito de paisagens incríveis. Retornamos para Nazca, mas no caminho de volta fizemos uma parada em Ica para ir ao supermercado que fica na beira da estrada. Como já estamos ficando mal-acostumados, chegamos a noite.

14º dia

Em sentido contrário ao anterior fomos para Arequipa pela Panamericana Sur. A maior parte do trajeto é margeando o Oceano Pacífico, a estrada como já de costume no Peru sempre com muitas curvas cortando as montanhas, porém desse trecho vimos zonas de areia trazida para a pista pelos fortes ventos, mas sempre com paisagens incríveis. Nos últimos 150km começamos a subir até chegar aos 2300m aproximadamente. Com a estrada estreita e muitos caminhões, foi mais um dia cansativo na estrada, demoramos 10hs para andar 560km.

15º dia

Neste dia ficamos caminhando o dia inteiro pela cidade, conhecendo a praça das armas e seus incontáveis pombos, o mercado municipal e o museu Santuarios Andinos onde conhecemos a Juanita, uma múmia muito importante para a história. Almoçamos no restaurante La Benita, uma das poucas picanterias ou a única que ainda existe no centro de Arequipa, esse restaurante prepara e serve a comida como era feita antigamente mantendo os costumes. Resolvemos conhecer mais um museu Arqueológico – Universidad Nacional de San Agustin onde pudemos escutar e conhecer um pouco da história dos pré- Incas.

16º dia

Pela manhã fizemos um downhill no vulcão Picchu Picchu a 4300m de altitude, subimos uma estrada de carro e perto do cume pegamos a bike para descer os 26km em 2h20 min até os 3000m de altitude. A descida foi bem difícil, a estrada tem muita areia fazendo a Fernanda levar um tombo. Para dificultar ainda mais passavam alguns caminhões de mineradoras levantando assim muita poeira. Chegamos no hotel imundos com areia em toda as partes do corpo, não havia uma pequena parte se quer que não estivesse coberta de areia. Depois de um bom e demorado banho fomos comer novamente na La Benita.

17º dia

Dia de ir para Yanque no vale do Colca, mas não antes de fazer o free walking tour, Sim já andamos por Arequipa e sim voltamos em alguns lugares que já conhecíamos, mas não com uma guia explicando os detalhes o que é muito melhor. No tour tinham mais 4 brasileiros e onde fomos almoçar? Sim, La Benita pela 3ª vez. Voltamos no hotel (Casa de Avila) para pegar o carro e nos despedir das atendentes, esse hotel é muito bom e o atendimento é excelente. Fomos até atendidos pelo nome.

Agora sim, hora de pegar a estrada. Yanque está a 190km de Arequipa e nem por isso foi rápido, pelo contrário, como já de costume no Peru, qualquer distância que se ande dura mais, mas muito mais do que se imagina. Para demorar ainda mais, saindo de Arequipa o GPS nos mandou por um caminho errado, sem saída e isso aumentou em 1h a viagem. Depois na estrada subimos a quase 5000m e descemos para 3400m, isso tudo levamos 4h40 e chegamos mais uma vez a noite.

Por do sol na estrada a caminho de Yanque

Outro erro do GPS que não nos levou ao endereço do hotel, estávamos errados e somente a uma quadra da rua, só que até esse momento não sabíamos que o erro era pequeno. Yanque é um pequeno povoado, não havia ninguém na rua e estava escuro. Vimos uma mulher, mas ela não conhecia o hotel, depois apareceram 2 homens uma mulher e uma lhama, nesse momento a Fernanda estava do lado de fora do carro tentando localizar o hotel, eles nos disseram onde era e que não era para eu deixar a Fernanda do lado de fora porque estava frio, realmente estava muito frio. Só que o caminho para o hotel estava obstruído por pedras na rua, eles começaram a retirar, mas não iria resolver, não tinha como passar com o carro, então tivemos que dar a volta na quadra e pronto chegamos a mais um ótimo hotel.

18º dia

Pela manhã fizemos um passeio de excursão que começa bem perto de onde nos hospedamos, na praça de Yanque, todos os dias até as 8 da manhã acontece uma feira de artesanato, depois essas pessoas vão trabalhar na lavoura. O tour segue pelos povoados de Machoma e Maca, e para o Cañón del Colca até pararmos no Mirador Cruz del Cóndor. Por sorte vimos um Condor bem grande assim que chegamos, voando imponente e caminhamos pelos inúmeros mirantes que existem ali.

Um fato curioso nos chamou atenção, umas cholas ficam ali vendendo desde artesanato até comida, foi quando uma pessoa pediu um prato de frango com batatas, e a mulher limpou o prato que já tinha servido uma refeição esfregando na própria saia. Êca!

Retornamos parando em alguns pontos ao longo do cânion, e chegamos pouco depois do meio dia.

No meio da tarde caminhamos pelos arredores de Yanque sempre com belíssimas paisagens, cruzamos uma ponte, encontramos um senhor com seu cachorro, chegamos ao complexo histórico de UyoUyo, validamos os tickets e subimos até as ruínas. Lá uma pessoa que se diz do governo exigiu um novo pagamento pelo ingresso. A Fernanda discutiu e foi firme que não pagaria novamente, em resumo descemos sem olhar muito o lugar.

De volta a estrada de terra, caminhamos para irmos as termas Puye a mais quente de Yanque, mas não foi fácil achar e ficamos em dúvida qual caminho seguir porque faltam placas de sinalização. Mas foi muito bom passar um tempo ali nas piscinas de águas quentes, era só escolher cada uma com temperatura diferente da outra, quente ou muito quente. Retornarmos ao hotel e no caminho de volta já no entardecer vimos a força do vulcão Hualca Hualca soltando suas cinzas.

19º dia

Dia de estrada e 315km nos separavam de Puno, nosso próximo destino. Mas nem por isso foi rápido, uma obra na estrada nos fez ficar parados por uns 40min. A estrada passa por Juliaca e já percebemos a diferença cultural e visual das cidades, tudo mais precário, com ar de inacabado e Puno não é diferente só que de magnitude muito maior.

Faltava chegar ao hotel e essa não foi uma tarefa fácil. Puno está entre a montanha e o lago Titicaca, com muitas ruas estreitas, vielas e muitas delas com bloqueio ou desnível que não permitem seguir pelas ruas. O GPS indicou um caminho que estava nessas condições, tivemos que voltar, e depois novamente, e novamente. Por último perguntamos a umas mulheres, mas o caminho indicado era contramão, decidimos perguntar a um taxista, aí ficou fácil. Chegar ao hotel foi tão ruim e traumático que decidimos somente sair de carro quando fosse para ir embora da cidade.

Não planejamos ficar muito tempo em Puno, e agora nossa amiga Chiara nos disse que deveríamos visitar Sillustani, um sítio arqueológico que fica entre Puno e Juliaca. Passamos por muito perto, porque ela não disse antes sobre esse lugar, e agora, sair com o carro novamente? Essa dúvida perdurou o resto do dia, mas ficamos caminhando por Puno, aproveitamos mais uma feira livre de domingo e agendamos o passeio de barco pelo lago para o dia seguinte.

20º dia

O passeio começou as 7:30 no porto, embarcamos num barco coletivo junto com moradores locais, já sabíamos que esse não era um barco turístico e foi por essa experiência que optamos em fazer o passeio no lago Titicaca com a agência de moradores da ilha Taquile. Foi no mínimo curioso, poucos turistas no barco e a maioria das pessoas com trajes típicos de sua cultura carregando muitas bolsas com mantimentos.

Um morador da ilha é o piloto do barco que segue bem devagar e o outro faz o papel de guia e assim ele vai falando sobre diversas curiosidades do local. Nossa primeira parada é numa ilha de alguma das muitas famílias nas famosas ilhas Uros, as ilhas artificiais feitas de totora que hoje sobrevivem do turismo. O chefe da ilha mostrou como se faz a ilha, se vive nela e também a sua casa, tudo muito precário. Ali por último fizemos um passeio no seu barco “alegórico” Não se esqueça de carimbar o passaporte, com mais um carimbo especial.

O barco seguiu até a Ilha Taquile situada no meio do lago, caminhamos por uma forte subida até o único restaurante que fica na praça, lá conhecemos um pouco mais dos costumes e tradições. Almoçamos uma sopa como entrada e peixe frio com refrigerante quente, quente não “al tiempo” (a temperatura ambiente). Mais um tempo para caminhar pela praça e arredores e retornamos ao barco. Depois de horas navegando pelo lago retornamos a Puno já no final do dia. Resumindo não gostamos muito do passeio, é extremamente turístico e se perde um dia inteiro para ir e retornar das ilhas, mas entendemos que este é único meio de locomoção para conhecer os lugares. Existe um barco turístico mais rápido que talvez compense.

DESISTINDO DA BOLÍVIA

O nosso cronograma da viagem estava previsto inicialmente para sairmos de Puno, no Peru e atravessarmos a Bolívia para chegarmos a Copacabana e depois a La Paz para fazer o passeio de bicicleta pela estrada da morte, mas resolvemos desistir. Os hotéis estavam reservados, estava tudo planejado, mas durante a viagem pensamos em todo o perrengue que teríamos que enfrentar na Bolívia visto que já conhecemos o país.

Em 2012 fomos a Uyuni, na Bolívia (veja o relato dessa viagem aqui) e sabemos como o país tem uma estrutura precária. Como ficaríamos poucos dias e iríamos com o nosso carro ficamos com medo de passar por uma situação que não estávamos a fim de pagar para ver e não queríamos nos arriscar. Resolvemos, então ficar mais um dia no Deserto do Atacama e voltara para casa mais cedo.

21º dia

Saímos de Puno com todo o cuidado para não entrar em nenhuma rua sem saída. Andamos para trás em relação a nossa próxima cidade para conhecer Sillustani, um cemitério pré-Inca e Inca onde os corpos eram deixados para veneração dentro das “chullpas”, imensas torres de pedra. Vale muito visitar este sítio arqueológico.

Agora sim seguimos para Tacna, cidade bem ao sul do Peru e próxima do Chile. Nos 480km percorridos saímos dos quase 4000m de altitude para os 1000m, e junto com a mudança de relevo também a paisagem. As montanhas de pedra deram lugar as montanhas coloridas de minério que por sua vez cederam lugar as de areia e depois da longa e forte descida o verde da vegetação deu as caras, mas Tacna fica no meio do deserto.

Frustação 1: Tacna além de nos servir como ponto de parada para dormir, foi escolhida por ter a Zofratacna (zona franca de Tacna). Uma grande decepção, um monte de lojas nas ruas e em galerias vendendo produtos da china. Para quem conhece o comércio do SAARA no Rio ou a 25 de março em SP, tem noção porque é bem semelhante. Falsificados ou não, não compramos nada.

22º dia

Horas perdidas. Essa expressão resume bem o que foi esse dia. Após 30km de estrada chegamos na fronteira entre Peru e Chile, só ali de tramites aduaneiros perdemos 1 ½ h, os chilenos exigiram que passássemos todas as malas, bolsas, etc no scanner de raio X, verificaram o carro inteiro inclusive com cão para farejar droga.

Ao entrar no Chile lá se foram mais 2hs perdidas no fuso horário. Seguindo a Panamericana Norte para o Sul, num lugar próximo de Huara, mas longe de tudo paramos numa interdição para obras da estrada. Só havia uma placa informando que a estrada ficaria fechada das 14h às 17h, o bom é que chegamos às 15! Enfim, ficamos simplesmente 2 horas parados esperando junto com carros e caminhões no meio do nada.

Após esse descanso forçado chegamos em Iquique já no cair do sol. É uma cidade litorânea e se chega até ela descendo uma enorme montanha de areia. Assim mais um dia em que planejamos andar pouco e passar poucas horas na estrada se transformaram em 9hs para percorrer 370km.

23º dia

Ficamos hospedados perto da orla, e aproveitamos para caminhar um pouco porque é bem bonita. Voltando para o hotel, conhecemos o casal Paulo e Bia que estavam parados em um posto com o seu Overlander. Infelizmente estavam assustados porque tinham sofrido um assalto na noite anterior.

Orla de Iquique

Frustação 2: Em Iquique existe outra zona franca, o Mall Zofri. Realmente um shopping com diversas lojas tanto de marca quanto produtos da China. Mas na maioria dos produtos o preço se equipara com os praticados no Brasil.

Era mais de meio dia quando fomos para a estrada rumo ao Atacama. Eu, Alvaro tinha em mente sair de Iquique subindo o paredão de areia por onde chegamos na cidade e depois seguir pela ruta 5, o GPS mandou seguir a 1 pela orla, e foi o que fizemos, mas isso não entrava na minha cabeça. Até que decidi desviar para uma estrada que parecia nos levar a 5, andamos muito até chegar numa mineradora no final da estrada, perdemos 1h nessa rua sem saída e voltamos para seguir o caminho do GPS.

A estrada acompanhou a orla até Tocopilla, depois seguimos em direção ao interior do Chile, cruzamos a 5, já a noite nos perdemos em Calama, chegamos em San Pedro as 10hs da noite, com a senhora do Hotel nos esperando.

24º dia

Conhecemos San Pedro em 2012, e nessa ocasião fizemos muitos passeios, conhecemos muitos lugares, foi tudo muito intenso. Mas desta vez o nosso propósito foi um pouco diferente, curtir mais o lugar num ritmo desacelerado, sem a “obrigação” de fazer todos os passeios. Aproveitamos a manhã para ficar caminhando pela cidadezinha que estava fazendo aniversário e acontecia uma grande em festa na praça. Mas infelizmente nem tudo era motivo de comemoração, aquela San Pedro que conhecemos já não é mais a mesma, devido ao grande número de brasileiros só se escuta o português pelas ruas, como turistas ou como pessoas que foram trabalhar nas agências para atender os brasileiros.

Conhecemos o Emanuel, um gaúcho que está viajando de bike pela américa (instagram / site), ele nos deu uma dica de um passeio de bike é CLARO e assim depois do almoço fomos pedalar. Seguimos para a Garganta del Diablo, uma esguia passagem entre os paredões de rocha forma um caminho incrível para se passar. Gostamos muito da dica, valeu muito o giro por esse lugar que não conhecíamos.

A noite, mas bem de noite, fizemos o tour astronômico. Havíamos feito exatamente este em nossa primeira passagem, entre os muitos que existem. E mais uma vez não nos arrependemos, foi exatamente igual à da vez anterior.

25º dia

Queríamos conhecer Piedras Rojas, mas nos disseram que não podia ser com o nosso carro porque é baixo. Porém todas as agências só fazem esse passeio conjugado com as lagunas altiplanicas, o que não queríamos. Então resolvemos arriscar e ir com nosso carro. Até o desvio para as lagunas a estrada é boa, o problema começa um pouco depois quando acaba o asfalto e começa uma estrada feita de pedra vulcânica, uma pedra muito dura e afiada, pronta para cortar o pneu.

E não é que tinha uma família chilena com uma pick-up precisando de ajuda para trocar o pneu. Nos prontificamos a ajudar e também uma VAN de excursão parou para ajudar. Seguimos lentamente os 20km até Piedras Rojas e valeu a pena. O lugar é lindo, mas tivemos que parar muito antes do lugar que as vans de turismo param porque o nosso carro não iria aguentar. Andamos debaixo de um forte vento e um frio insuportável até chegarmos a uma paisagem de tirar o fôlego.

26 º dia

Terceiro e último dia no Deserto do Atacama antes de começarmos a retornar para o Brasil. Acordamos de madrugada para irmos mais uma vez ao Geiser del Tatio. Decidimos ir novamente com a Grado 10, agência que fizemos o mesmo passeio anteriormente. Além de visitarmos o Geiser em um caminhão, eles ainda servem um excelente café da manhã com panquecas e doce de leite. Dessa vez resolvemos entrar na piscina térmica que existe lá dentro do parque, mas que de quente não tem nada. A água é fria e serve mesmo como uma experiência porque mal entramos na água já saímos. Foi mais para dizer que fomos já que da primeiro vez levamos roupa de banho e desistimos.

A tarde resolvemos visitar as Termas Puritama, um lugar lindo, como balneário é ótimo para passar a tarde, águas limpas, contato com a natureza, muita vegetação, mas a água de quente não tem nada. É morna para fria. Até fizemos uma brincadeira chamando de Gelotermas. Quando estávamos saindo, um guia nos perguntou se podíamos dar carona a um casal de turistas até o Atacama já que o carro da agência havia quebrado. Decidimos ajudar apesar do nosso carro ser baixo e estar cheio de tralha. Acolhemos um casal de chilenos com um bebezinho que inclusive compartilhou da mesma opinião a respeito da temperatura da água Puritama.

27 º dia – Hora de voltarmos para o Brasil.

Atravessamos a Cordilheira por Passo Jama, fronteira entre Chile e Argentina. Os trâmites foram um pouco demorados, mas os Argentinos não revistaram nosso carro e assim seguimos viagem. Pensávamos que íamos nos hospedar em San Salvador de Jujuy, mas quando chegamos na cidade o GPS mandava continuar e acabamos entrando em Salta. Estávamos inseguros porque não sabíamos onde ficava o hotel que reservamos. Cruzamos toda a cidade de Salta para chegar em San Lorenzo. Acabamos andando para onde não queríamos, mas a Pousada de los Poetas valeu muito a pena, nos surpreendeu muito. Nesse dia andamos 600km.

28 º dia

Segundo dia e nosso objetivo era dormir em Resistência. Atravessamos a reta do Chaco e andamos 835km em 10h30. Ficamos hospedados no mesmo hotel que tínhamos ficado em 2011, mas infelizmente o hotel precisa de reformas. Deixamos o nosso carro no estacionamento que o hotel tem parceria, mas infelizmente dessa vez roubaram nossos alfajores. Uma pena.

El Chaco

29 º dia

Terceiro dia na estrada e dessa vez rumo ao Brasil. Saímos de Resistência para Foz do Iguaçu, mas no caminho paramos nas Ruínas Jesuiticas de San Ignacio, em Missiones. O lugar é lindo, com muita história, mas infelizmente não tínhamos um guia para sabermos mais sobre o lugar. Atravessamos a Argentina rumo ao Brasil sem maiores problemas e andamos 645km em 10 horas.

30 º dias

Quarto dia e cada vez mais perto da nossa casinha. Decidimos parar em Curitiba mais uma vez. Quem nos acompanha nas nossas aventuras sabe que sempre essa cidade é nosso ponto de parada e dessa vez não foi diferente. Esse trajeto que sempre fizemos, mas que não deixa de ser desafiador todas as vezes. Um longo trecho de uma única faixa tornando a viagem cansativa e demorada. Total do dia 640km em 10h30.

31 º dia

Quinto e último dia. Curitiba ao Rio de Janeiro. Um trecho tão perto de casa, mas que sempre nos surpreende. Levamos 13h para andar 860km. Quando estávamos na Régis Bittencourt, em Registro fomos parados pela Polícia Federal. A Fernanda estava dirigindo e até então pensávamos que era uma vistoria de rotina para checagem da documentação, mas infelizmente fomos surpreendidos com a notícia que tínhamos sido denunciados por tráfico de drogas. Ficamos em choque. O policial começou a fazer uma série de perguntas enquanto inspecionava o carro inteiro. Como os nossos argumentos eram coerentes até porque estávamos falando a verdade, ele revistou somente um lado do carro e nem nossas malas que a princípio tinha pedido para tirarmos do porta -mala e abrirmos o zíper, ele colocou de volta no carro sem checar. Depois de uma hora de vistoria, fomos liberados e seguimos viagem e para nos atrasar ainda mais pegamos o famoso trânsito em São Paulo. Chegamos às 22h40 em casa.

Revista da PRF

Achamos que o pior da vistoria da polícia é a cara das pessoas que passam na estrada enquanto esse procedimento acontece achando que realmente você tem alguma culpa.

 

NÚMEROS DA VIAGEM:

 Dias de Viagem  31
 Distância Percorrida  12.292 km

 

MAPA:

A – Rio de Janeiro, B – Itumbiara, C – Cáceres, D – Porto Velho, E – Puerto Maldonado, F – Cusco, G – Ollantaytambo, H – Aguas Calientes, I – Nazca, J – Arequipa, K – Yanque, L – Puno, M – Tacna, N – Iquique, O – San Pedro de Atacama, P – Salta, Q – Resistência, R – Foz do Iguaçu, S – Curitiba

 

TRACK DA VIAGEM:


 

 

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