Desertos e Ilha de Páscoa – 32 dias

1º dia

Chegou o dia da nossa viagem. Saímos de casa mais tarde que o planejado, pegamos muito trânsito, muitos caminhões e muita confusão durante o trajeto. Ainda estávamos no início da Regis Bittencourt e já estávamos cansados, mas ainda tinha muita estrada pela frente, e para piorar ainda haviam trechos no Paraná com chuva, muita chuva, mas enfim, chegamos às 22h30 em Guarapuava.

Total percorrido: 1123 km

2º dia

Nossa ideia era chegar por volta de 12h em Foz do Iguaçu, mas já saímos tarde e para piorar na BR-277 a maioria dos trechos só possui uma única faixa, muitos caminhões, fazendo a viagem ser mais cansativa e demorada. E ainda levamos um susto no meio do caminho, acendeu a luz de injeção e também um barulho estranho, que não sabíamos se era suspensão ou problema na direção, mas mesmo assim seguimos em frente. Chegamos por volta das 14h, e fomos procurar uma Concessionária para ver os problemas do carro e depois fomos ao Paraguai. Não deu para ver quase nada porque tínhamos pouco tempo e as lojas fecharam, mas voltaremos amanhã.

Ponte da Amizade

3º dia

Acordamos cedo para irmos novamente a Ciudad del Este, no Paraguai comprar algumas tranqueiras que faltavam-na nossa lista. Retornamos ao Brasil por volta de 12h para buscar o carro na oficina e ir ao hotel pegar as malas rumo a Resistência, na Argentina. O carro não era nada sério, felizmente, somente uma peça que estava frouxa, por descuido da oficina que fizemos o alinhamento e uma gasolina adulterada fez ascender à luz da injeção. Na Argentina, seguimos pela Ruta 12 até Resistência: uma bela estrada. Não fomos parados pelos policiais corruptos daquela região. Chegamos às 22h e ficamos no Niyat Urban Hotel, achamos um excelente custo-benefício.

Fim de tarde na Estrada – Argentina

4º dia

Saímos de Resistência para Salta, ainda na Argentina, pela grande reta do Chaco. Quase 600 km sem curvas, onde “sofremos um ataque” das borboletas. Ficamos com pena delas porque na frente do carro só se via as coitadas esmagadas. Chegamos cedo, o que deu tempo de caminhar pela cidade.

5º dia

Nesse dia acordamos cedo para irmos até Cafayate, mas um imprevisto atrasou todo o nosso plano. Ficamos no Hostel La Casa de Mia Mamma. Aparentemente só tínhamos nós dois hospedados. O café da manhã era servido às 8h, mas infelizmente nesse dia não foi servido porque a pessoa responsável não acordou. Ficamos esperando até 9h30 e nada e para piorar ainda estávamos trancados no hostel, isso mesmo, trancados dentro do hotel, sem ninguém na portaria e o portão trancado. Só conseguimos sair às 10h, para tomar café na loja de conveniência do posto de combustível.

Antes de conhecer Cachi e Cafayate, duas cidades próximas, lemos sobre as belezas desses lugares e resolvemos seguir esse roteiro. Ficamos cansados porque seguimos até Cafayate pela ruta 40, onde não se consegue andar mais de 30km/h. A estrada é de areia e terra, sem ninguém ou nada por perto na maior parte do trajeto. Retornamos pela ruta 68, com asfalto muito bom, e com muitas atrações que buscávamos como o anfiteatro e a garganta del diablo. Chegamos tarde e exaustos em Salta.

Um conselho: vá a até o Parque de Los Cardones e retorne para a Ruta 68 até Cafayate. Apesar das paisagens da ruta 40 serem belas, não siga por essa estrada, não vale o cansaço e nem o desgaste que o carro vai sofrer.

6º dia

Esse dia era muito esperado por nós: a chegada em San Pedro de Atacama. Saindo de Salta seguimos rumo ao norte pela RN 9. Em Purmamarca, entramos na RN 52 e logo avistamos o Cerro de Siete Colores, um conjunto de montanhas que como o próprio nome diz é multicolorido: cinza, verde, branco, amarelo, vermelho, laranja, violeta, algo impressionante. Rumo ao Chile, seguimos pelo Paso Jama. A estrada prometia boas paisagens, a Ruta 52 sobe a mais de 4000m serpenteando a Cuesta Del Lipán e cruza as Salinas Grandes ainda na Argentina. Depois de cruzar a fronteira chegamos a quase 5000m de altitude, e as paisagens impressionantes continuam até a chegada em San Pedro de Atacama, quando descemos para 2400 metros, altitude da cidade.

Existem alguns lugares impressionantes como esse, que só quem viaja de carro tem a oportunidade de conhecer. Paisagens intocáveis e incríveis que além de ligar a Argentina ao Chile ainda é um passeio de tirar o folego até mesmo para o carro, que perdia a força e não andava quando tentávamos passar alguma marcha acima da segunda.

7º dia

Ficamos hospedados no Hostal Lickana, ótimo lugar e muito bem localizado. Logo no primeiro dia já é possível entender o clima do deserto mais seco do planeta, um calor muito forte durante o dia, e a noite um frio tão intenso quanto o calor do dia. Fizemos um passeio a pé pela pequena cidade, conhecemos o museu, a igreja e ainda fechamos alguns tours com agências, inclusive a excursão para a Bolívia. Fomos até Pucará de Quitor, um daqueles passeios “pega turista” que existe em qualquer cidade. À tardinha fomos até a Laguna Cejar, uma lagoa no meio do deserto com uma concentração de sal tão grande que não se consegue afundar. É incrível ficar boiando com o visual da cordilheira ao fundo. Tínhamos a intenção de ir até a laguna Tebenquinche e Ojos del Salar, mas não encontramos o caminho para ambas.

8º dia

12/12/12 essa data cabalística começou cedo, mais precisamente às 4 horas da manhã quando o caminhão da Grado 10, a agência de turismo contratada por nós, veio nos buscar para o passeio nos Geysers del Tatio. Para intrigar ainda mais, por coincidência havia 12 turistas brasileiros nessa excursão e um asiático, mas esse excluímos para não estragar a brincadeira com o número 12. Chegamos aos Geysers por volta das 7 horas, uma altitude de aproximadamente 4500m de altitude e uma temperatura congelante de -2ºC. A água ferve a uma temperatura de 85ºC, um cheiro de enxofre e centenas de pontos de erupção. Para quem quiser existe uma piscina de água quente, mas tem que encarar o frio ao sair. Um ponto legal promovido por esta agencia é o café da manhã, panquecas feitas na hora com doce de leite, ao lado dos Geysers. Depois fomos conhecer um pequeno povoado, o Pueblo de Machuca. Retornando a San Pedro, e continuando a brincadeira com o número 12, o caminhão quebrou às 12h20min só errando os minutos, numa curva super perigosa. Graças a Deus, não aconteceu nada grave, mas não conseguimos retornar a San Pedro com a Grado10, tivemos que pegar uma carona em outra excursão que passava pela estrada.

Café da manhã no Geyser del Tatio

A tarde, quando o sol já estava mais “fraco”, fomos junto com uns brasileiros que estavam de moto a um mirante e depois ao Vale da Lua, o lugar mais incrível do Atacama para apreciar o por do sol.

9º dia

Hoje, após o café da manhã seguimos para uma cidade vizinha chamada Toconao. É bem menor que San Pedro e possui uma praça central muito pacata. Nesta cidade fica o Valle de Jere, um pequeno oásis com sítios arqueológicos. Depois, seguimos para a Laguna Chaxa, uma lagoa cheia de flamingos no meio do Salar de Atacama. Este salar tem um tom de cor cinza porque a falta de umidade e os fortes ventos à noite fazem a poeira se acumular sobre o sal. O lugar é muito lindo, podemos ver o reflexo das aves na água. Seguimos para as lagoas Miscanti e Meñiques, também chamadas de lagunas altiplânicas, mas antes paramos no povoado de Socaire para almoçarmos. Experimentamos a quinoa, um grão muito importante para a alimentação da população atacamenha. Estas lagoas estão a uma altitude de 4000m, cercadas por montanhas e vulcões, o visual é incrível, as cores, o silêncio, a natureza. Depois, retornamos ao Atacama e na estrada passamos pela portaria do projeto ALMA.

10º dia

O sol ainda nem havia aparecido, e nós já estávamos de pé a espera da agência de turismo Incanorth, para conhecermos o Salar de Tara. Como o caminhão da Grado10 havia quebrado, eles acabaram nos transferindo para esta agência. Este é um dos passeios pouco procurado pelos turistas, mas que vale muito a pena, uma das paisagens mais impressionantes do altiplano. Este atrativo fica no caminho que nos leva ao Paso Jama, uns 100km de San Pedro e uns 4300m de altitude. Saindo da estrada nos deparamos com os Monjes de la Pacana, imensos pilares de pedra que parecem brotar verticalmente em meio a areia do deserto. O café da manhã foi servido neste visual impressionante. Seguindo pelo deserto, a próxima parada foi na Catedral de Tara, um imponente paredão de pedra e logo em seguida a Laguna de Tara. Uma lagoa que traz vida para este lugar, alimentando vizcacha (uma espécie de coelho), vicunha, llama, e outros. E por falar em comida, foi ali que almoçamos. Depois veio a parte triste, deixar este lugar para retornarmos para o Atacama.

Perto de San Pedro fica o Valle de la Muerte, mas que não possui placas orientando, mesmo assim nos aventuramos a conhecer. Seguindo por um caminho orientado por uns trabalhadores na beira da estrada, entramos por uma estrada de terra, seguimos este caminho até um imenso trecho em declive, quando o carro atolou e percebemos que esta descida era de areia bem fina, e não deixava o carro tracionar. A Fernanda logo se desesperou e desceu a pé toda a rampa em busca de ajuda, pois tinha avistado um grupo de turistas. Eu tentei em vão desatolar o carro colocando os tapetes em baixo da roda. Quando a Fernanda voltou com um guia local, este falou que a saída era por baixo e que e deveríamos confiar nele. Esvaziamos os quatro pneus a umas 11 libras. Em seguida eu e a Fernanda empurramos o carro para embalar e o guia desceu muito rápido, levantando poeira até o chão voltar a ficar firme. Depois retornamos a San Pedro bem devagar até o único posto da cidade para encher os pneus. Foi um grande susto.

Às 23 horas fomos a um tour astronômico, aproveitar um dos melhores lugares do mundo para observar o céu. O tour Space é num lugar afastado da cidade, na casa do francês Alain. A observação começa no próprio quintal admirando o céu a olho nu, com ajuda de um feixe de laser é apontado às constelações, estrelas, nebulosas, planetas, etc. Na segunda etapa podemos observar o céu por meio de 10 telescópios. O tour termina com um bate papo descontraído no interior da casa com uma bebida quente. Retornamos por volta das 2h da manhã.

11º dia

Que tal um passeio de bike? Hoje pedalamos pelos arredores, e fomos até o Valle de la Muerte, depois do ocorrido ontem com o carro achamos mais prudente retornar de bicicleta para conhecer o vale. Pedalar por San Pedro não é algo muito fácil, o calor muito intenso, e o ar rarefeito da altitude nos cansam muito rápido, mas somos muito bem recompensados pelo visual e a sensação incrível de estar ali.

A tarde fizemos o passeio com a agencia Incanorth para as lagunas Cejar, Tebenquiche e Ojos del Salar. Esta foi a única maneira que pensamos para conhecer a Lagoa Tebenquiche e Ojos del Salar, que não achamos por conta própria. Nós conhecíamos o caminho até a Cejar, mas para as outras duas atrações não tem nenhum tipo de sinalização, porém o caminho é fácil e sem muitos obstáculos. Uma dica: depois que sair da laguna Cejar, vire a direita e siga a estrada que vai encontrar os Ojos del Salar e mais a frente a Lagoa Tebenquiche.

Os Ojos del Salar são dois poços de água doce que ficam no meio do salar e é uma boa desculpa para banhar-se e tirar todo o sal do corpo que ficou da lagoa Cejar.

A lagoa Tebenquiche é mais um cenário incrível daquele lugar, a lagoa estava quase seca com apenas uma lâmina d’água e o fundo de sal. Assistimos o por do sol ali e foi fantástico.

12º dia

A Bolívia e Uyuni era um dos passeios mais aguardados por nós, porque além de vermos paisagens incríveis também estávamos na expectativa de saber o que nos aguardava. Antes de viajarmos, tínhamos lido muito a respeito das agências que fazem esses passeios, histórias horríveis e muitos perrengues. Baseado nesses fatos, escolhemos a Cordillera Traveller, passeio de quatro dias, com volta para o Atacama. Claro que as nossas expectativas eram as mais baixas possíveis porque além de tudo, a pessoa que nos atendeu da agência foi clara e falou de todos os imprevistos que poderiam acontecer. Estávamos imaginando mil coisas e acho que no final o saldo foi positivo.

Primeiro dia, saímos cedo do Linckana e fomos até a porta da Cordillera esperar a van que ia nos buscar. Essa van só nos leva até a aduana do Chile com a Bolívia e a partir dali é o carro 4×4 com o guia que irá nos acompanhar pelos próximos dias. Só pela aduana da Bolívia dá para sentir como será toda a viagem. Para vocês terem uma ideia a aduana é no meio do nada e não tem nem banheiro. Nessa excursão éramos três carros com 16 pessoas no total. No nosso carro éramos seis pessoas, nós dois de brasileiros, três belgas e 1 suíço.

Aduana Boliviana

O passeio começava na Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa. Primeiro fomos até a Lagoa Verde, Lagoa Branca, aos pés do vulcão Licancabur, Rocas de Salvador Dali, Águas termais, que mais pareciam uma jacuzi, e acabamos não entrando, também fomos ao Geysers sol de Mañana, e Lagoa Colorada. A cada lugar para conhecer, parávamos, descíamos do carro, caminhávamos um pouco, bem devagar para não faltar ar, apreciávamos o local, e logo nos deslocávamos para a próxima atração.

No fim da tarde, por volta das 17h, chegamos ao refúgio onde passaríamos a primeira noite. Ficamos em um quarto lá dos fundos, com as quatro pessoas que estavam no carro com a gente. Como já sabíamos as colchas já não eram trocadas há meses, portanto, levamos lençol e fronha, mas acho que hoje compraria um saco de dormir. O banheiro era longe, compartilhado entre homens e mulheres e ainda não tinha ducha. Então para esse primeiro dia, banho com lenço humedecido, uma beleza. E acho que misturado com tudo, a grande altitude que estávamos a cabeça só faltava explodir.

13º dia

Não dormimos nada e o Alvaro ainda vomitou pela manhã de tão enjoado com a altitude de 4500 m. O enjoo e a dor de cabeça ainda persistiam ainda agravados pelo sono. Mas o passeio continuava… A cada parada uns minutos de contemplação da natureza. Seguimos para o deserto de Siloli onde existe a Árvore de Pedra (arbol de piedra), lagoas Honda Chair Kota, Hedionda e Cañapa, almoçamos na margem desta última. Até que a comida estava boa na medida do possível, comida gelada e refrigerante quente. Depois fomos a uma região mais deserta onde apreciamos o Vulcão Ollagüe. No fim da tarde chegamos ao povoado de San Juan onde passamos a noite no hotel de sal, tudo é feito de sal: cadeiras, mesas, cama, parede e o chão. Para a janta tivemos chá, sopa, e depois carne com batatas fritas.  Para o banho nome na lista, um de cada vez. Um horror, sim, mas pelo menos ficamos limpinhos nesse dia. Só não entendi porque até o chão era de sal, depois de tomarmos banho o pé ficava todo sujo, mas enfim, coisas da Bolívia.

14º dia

Mais uma noite que dormimos mal e pouco. Saímos às quatro horas para apreciar o nascer do sol em pleno salar de Uyuni. Com seus 12000 km2 este é o maior deserto de sal do mundo, o que impressiona mais que o tamanho é a sua beleza. O branco do sal parece não ter fim. Somente o guia sabe o caminho a seguir neste “mar” de sal, sim “mar” porque existem ilhas, como a isla Incahuasi que conhecemos. São pequenas montanhas no meio do salar cheias de cactos, restos de corais e conchas o que nos leva a crer que ali realmente foi mar um dia. Continuando, fizemos uma parada no museu Playa Blanca, que alguns anos atrás funcionava como hotel de sal, e depois nos ojos del salar. Complicado foi almoçar às onze horas um filé de frango a milanesa com batatas e arroz, não precisamos nem falar que estava gelado e o refrigerante quente. Seguimos para a última atração, um cemitério de trens, que fica saindo da cidade de Uyuni, umas 20 locomotivas a vapor abandonadas formam este lixão a céu aberto conhecido como cementerio de trenes. E foi neste lugar que para mim, Alvaro aconteceu a parte mais desagradável e difícil da viagem. Ao pular para descer de um vagão, cai com o pé direito em cima de uma pedra e torci o tornozelo. Com o sangue quente não damos muita importância ao ocorrido, mesmo com dor continuei andando. Em seguida fomos para o escritório da agência, onde o tour se encerra. A partir dali somente 5 pessoas optaram retornar ao Atacama, o que agora é tratado como um transfer. Ficamos esperando a hora de partir, e isso o tornozelo do Alvaro começou a doer cada vez mais e inchou muito. No trajeto até o povoado de Villa Mar onde passaríamos a noite, já não havia posição para apoiar o pé para que não doesse. Eu, Fernanda, já estava tão desesperada com a situação, pensando em mil estratégias caso o pé do Alvaro não melhorasse, mas a melhor solução naquele momento seria tentar fazê-lo parar de doer. Perguntei ao motorista se havia algum hospital por perto e ele respondeu que tinha somente um posto de saúde, mas como as duas belgas que voltaram com a gente eram médicas e nos ouviram perguntar por um hospital, elas acabaram nos ajudando e mobilizando o pé do Alvaro e sinceramente foi a salvação. Depois desse dia longo, fomos dormir.

Uma observação: acho que esse foi o pior lugar de toda a minha vida onde dormi. Sério, uma espelunca, com o banheiro fora do quarto totalmente sujo, com portas que não fechavam, sem falar no próprio quarto, como sempre as colchas que nunca foram trocadas e tudo mofado. Um horror.

15º dia

Três batidas fortes na porta e VAMOS AMIGOS! As 4 horas da manhã, assim foi o bom dia do motorista. Mais uma noite mal dormida, mas a viagem de Villa Mar até San Pedro é longa. Meu pé ainda doía, mas a imobilização que a Ine fez estava ajudando bastante, até me permitia apoiar o pé no chão. Durante todo o trajeto este motorista manteve a janela dele aberta, isso para que ele não dormisse.

Na aduana boliviana tomamos um café da manhã e trocamos de veículo, assim como na ida. Porém não pensávamos em outra coisa, a não ser chegar ao Hostal Lickana e tomar um bom banho, e foi o que fizemos. Depois de descansar um pouco, mesmo mancando, fomos almoçar e caminhar pela cidade. Neste dia dormimos cedo, estávamos exaustos, amanhã era um longo dia na estrada.

16º dia

Nosso próximo destino, cidade de La Serena, distante de San Pedro quase 1300 km. Andamos na maior parte do trecho pela RN5, bem conservada, porém com alguns trechos com obras de duplicação. As paisagens desérticas nos acompanhavam o tempo todo, até chegarmos ao nosso segundo oceano, ali a paisagem ganha o azul turquesa do Pacífico e o verde da vegetação.

Mano del Desierto

Dirigimos 14 horas até La Serena, quando chegamos a Lua já havia aparecido. Mas tínhamos um pequeno problema, encontrar o Hostal El Punto. O mapa do GPS não tinha a rua deste albergue. Ainda no Brasil, salvamos no GPS um endereço próximo, mas não lembrávamos mais o que havíamos feito. Então começamos a perguntar para uma pessoa na rua, outra, frentista, e ninguém conseguia nos guiar até a rua. Até que perguntamos para um policial carabinero que estava de moto, ele falou que estávamos longe e que era para segui-lo. Ele nos levou até o hostal, nos deixando na porta, agradecemos muito.

17º dia

La Serena era somente passagem, mas antes de deixar a cidade fomos a La Recova, um mercado de artesanato. Distante apenas 1 hora, seguimos para Vicuña, em pleno Valle del Elqui, a estrada é linda. Antes mesmo de chegar ao Hostal Aldea Del Elqui, passamos no escritório do Observatorio del Pangue, acertamos o tour astronômico. Depois do Check-in no hostal, fomos almoçar e caminhar pela cidade. À tardinha compramos um lanche no supermercado, queríamos comer com calma e nos arrumar para o Tour Astronômico. Quando retornamos para o Hostel, havia um recado do tour que deveríamos estar lá às 20 h, adiantando em uma hora. Não tínhamos mais tanto tempo assim, comemos muito rápido, nos arrumamos mais rápido ainda e fomos. Ao chegar no escritório do observatório, descobrimos que ocorreu um erro por parte deles, eles se confundiram e pensaram que não havíamos pago, solicitaram assim que fossemos antes para tal, porém quando chegamos eles já tinham visto o erro, mas, não pediram desculpas. Estávamos hospedados próximo, então retornamos para esperar.

Passado este inconveniente, o tour começou com a saída do taxi fretado da agência para o observatório. O observatório fica no topo de uma montanha, longe de qualquer interferência luminosa e um clima local favorável para tal atividade. As únicas construções visíveis são outros observatórios. Diferente do Tour que fizemos no Atacama, este estava bem mais tranquilo, só havia mais um casal. Nessa noite não podemos apreciar as estrelas porque a Lua estava crescente e muito brilhante. Mas nem por isso deixou de ser legal. Pelo contrário, apontamos os telescópios para a Lua e pudemos observa-la com muitos detalhes. Depois vimos outros planetas, Saturno e seus anéis, Júpiter, entre outros. Por fim não queríamos mais ir embora, mas o taxi retornou para nos buscar.

18º dia

Deixamos a cidade logo pela manhã, menos de 600 km nos separava de Santiago, capital federativa do Chile. Hospedamo-nos no H Rado. Este hostel boutique não fica no centro, mas tem uma boa localização, ao lado do pátio bellavista e próximo ao metro. Precisávamos lavar umas roupas, após almoçar procuramos por uma lavanderia, mas era sábado e pelo horário já estavam fechadas. Encontramos uma no shopping no Costanera Center e com devolução para o dia seguinte, problema resolvido.

19º dia

Pela manhã conhecemos o Cerro San Cristóbal, um parque muito frequentado por famílias, atletas, turistas, um belo passeio para fazer. Do alto temos um belo panorama da cidade. Depois buscamos as roupas na lavanderia do shopping e almoçamos por lá. À tarde fizemos o Free Tour pela cidade, à ideia é interessante e como o nome diz é gratuito, basta estar na Plaza de Armas, o local de início, no e horário estipulado. Um guia começa explicar e a comentar alguns marcos históricos, alguns prédios importantes, e monumentos, e assim vamos caminhando até o Cerro San Cristóbal, onde termina. Porém como já conhecíamos o cerro, e passamos na porta do hostel, ficamos por ali.

20º dia

Como mencionamos no post, o VIAJEDECARRO.COM viajou de avião, isso porque é o único meio de chegar a Ilha de Páscoa, localizada a 3700 km de Santiago, no meio do Oceano Pacífico, longe de tudo.

Fomos para o aeroporto cedo, o voo saía às 9h20, com 5 horas de duração. Chegamos à ilha por volta de 1h30, por causa do fuso horário que são duas horas a menos de Santiago. Os turistas são muito bem recebidos por causa da cultura que tem influência da polinésia, as mulheres recebem uma flor para pôr nos cabelos e todos recebem colares de flores. O Renê, funcionário do Vaianny, onde nos hospedamos, nos aguardava para fazer o nosso transfer. Muito simpático ele ainda falava português o que facilitou nossas vidas. Antes, ele nos levou para fazer um tour pela pequena cidade de Hanga Roa, para nos orientarmos melhor com algumas ruas e pontos.

Não podíamos esquecer que era 24 de dezembro e todos estavam convidados a participar de uma confraternização no Vaianny, era só levar um pedaço de carne para consumo próprio. Mas antes ainda aproveitamos o dia, comemos um pastel e compramos os bifes para a noite, R$50,00 três pedaços de bife, e ali já entendemos que tudo na ilha é caro.

Antes de anoitecer fomos caminhar até Orongo, que fica ao sul. Passamos por Ana Kai Tangata, uma caverna a beira do pacífico, e começamos a subir o vulcão Rano Kau, ao chegar na beirada da sua cratera temos um belo visual, continuando até o final da trilha que nos leva a Orongo, mas pela hora e a data o parque estava fechado. Retornamos até o residencial, e nos preparamos para a ceia. Que surpresa linda e agradável, havia muita comida, as mesas todas enfeitadas com flores. E neste momento conhecemos uma brasileira do Pará, um alemão que veio no mesmo voo, duas mexicanas, mãe e filha e um casal de italianos, Andrea e Chiara, claro que eu, Alvaro comecei a falar de Ferrari. Mais tarde chegou uma família de Argentinos.

Uma observação: Compre as entradas dos parques no aeroporto, local de venda mais em conta. O guichê abre somente nas chegadas dos voos, e fica entre a pista de pouso e as esteiras de bagagem, isso mesmo, antes do saguão de desembarque.

21º dia

Como o tornozelo do Alvaro ainda doía, principalmente à noite quando relaxava após fazer esforço durante o dia, resolvemos alugar um carro, a princípio por dois dias. As mexicanas se ofereceram para dividir o aluguel e vir conosco naquele dia para que elas pudessem aproveitar o último momento na ilha. Como elas conheciam os principais pontos turísticos, deixamos estes para conhecer depois. Primeiro paramos em Vinapu. Quem conhece o Peru, comenta que o encaixe das pedras do altar se assemelha muito. Seguimos pela estrada que margeia a orla, e a cada moai parávamos para fazer umas fotos, Tongariki é o maior altar com onze moais, impressionante a beleza, e sua imponência. A parte mais ao norte se encontra Papa Vaka, um sítio arqueológico com petroglifos, e a pedra conhecida como umbigo do mundo, o Te Pito O Te Henúa. Também passamos pela praia Anakena, que tem mais dois altares com moais, um deles inclusive com os pukaos, um cocar usado pelos ancestrais. Eles eram feitos da cratera do vulcão Puna Pau.

Retornamos ao Vaianny, deixamos as mexicanas, e agora sozinhos fomos a Orongo. Orongo é um dos parques que necessita apresentar a entrada que se compra no aeroporto quando chega. Ali, vemos uma vila cerimonial, onde os rapa nui realizavam os primeiros rituais da corrida do ovo e do culto ao homem-pássaro. Muito interessante, mas apesar de tudo fomos surpreendidos: além de nós dois, tinha um alemão visitando. Um dos pontos para a observação estava fechado, mas mesmo assim ele insistiu em conhecer e subiu no petroglifo, umas pessoas viram e falaram com o responsável pelo parque que nos acusou de ter feito essa barbaridade. Eu, Fernanda, fiquei nervosa e possessa com toda a situação e comecei a chorar porque como sempre prego a conservação e a não destruição, ser acusada de uma coisa dessas foi horrível. O rapaz do parque viu nitidamente que não fomos nós, mas enfim, a confusão já estava feita. Saímos de lá super chateados com tudo que aconteceu. Esquecendo o ocorrido, depois ainda fomos ver o moai Tahai, o único moai da ilha que está com os olhos e o altar Ahu Akapu para fechar a noite.

Como havíamos comentado, conhecemos o casal de italianos, Andrea e Chiara. Eles são super divertidos, conversamos a noite toda. Falamos da Ferrari, da GoPro e das muitas roubadas que nos metemos nas viagens.

22º dia

Começamos o dia conhecendo Rano Raraku, um dos lugares mais conhecidos da ilha, onde existe a maior concentração de estatuas, muitas delas semi enterradas. Este é o outro parque que necessita apresentar o ticket comprado no aeroporto. Caminhando pelo parque sentimos a necessidade de um guia, então retornamos a portaria e o atendente falou que a guarda do parque estava lá dentro, deveríamos encontrá-la e ela nos acompanharia, explicando tudo que ela sabia a respeito dos moais. Isso foi ótimo. Lá vimos como os moais eram feitos. Na parte interna do vulcão existe um lago, é aqui que todo o mês de Fevereiro ocorre a olimpíada do festival Tapati rapa nui. Para a nossa surpresa, o mesmo alemão estava mais uma vez em local proibido, a guia/guarda do parque viu e foi solicitar que saísse e o orientou, mas como mal educado que é não a respeitou muito, e nós ainda comentamos com ela o que havia ocorrido em Orongo. Isso foi a gota d’água para ela e o outro guarda que estava na entrada do parque pagarem uma geral para ele. Este lugar é místico, vale muito a visita.

A próxima parada foi em Ahu Akivi, o único altar com moais voltados para o mar. E depois Puna Pau, onde eram feitos os sombreiros dos moais, umas rochas mais avermelhadas. Para fechar o dia, tomamos um banho na praia Anakena, a nossa primeira praia do oceano Pacífico, e incrível, a água estava quente.

23º dia

Pela manhã fizemos um passeio de barco na companhia da família Argentina que estava hospedada no Vaianny. Este passeio sai do porto da cidade em direção ao sul, onde temos outra visão do vulcão Rano Kau, e contornamos as ilhas Motu Kau Kau, Motu Iti e Motu Nui, estas faziam parte do culto ao homem-pássaro. Próximo às ilhas podemos descer do barco e tomar banho. A cor azul turquesa do Pacífico é algo impressionante. O mar estava muito agitado, ondas fortes, o barco batia muito e isso fez a Fernanda ficar enjoada até passar mal. Ainda não tínhamos encontrado um bom restaurante, ou uma boa comida, hora caro, hora ruim, hora caro e ruim, e no almoço de hoje não foi diferente. Eu Alvaro pedi um ceviche, sem saber o que era, comi, ou melhor, tentei comer um peixe cru. À noite assistimos o ballet Kari Kari, uma apresentação de dança e música local, muito bom.

24º dia

Quando reservamos o Residencial Vaianny, sabíamos que não havia disponibilidade para a última noite. Então, hoje pela manhã trocamos de hospedagem e ficamos uma noite no Chez Oscar, que fica próximo. Alugamos o carro mais este dia, e fomos ao hospital para o médico analisar o tornozelo do Alvaro. O hospital é público e mesmo longe de tudo é muito bem equipado, mas como não somos chilenos e não pagamos impostos naquele país, para estrangeiros a consulta é cobrada. Em resumo o médico receitou um anti inflamatório.

Fomos para o museu. É legal, mas ficou faltando alguém pra explicar, se quiser saber um pouco tem que ficar lendo uns textos enormes. Seguimos para a caverna Ana Kakenga, ou caverna dos ventanas, a entrada é um pequeno buraco no chão e segue apertado alguns metros, depois se abre um grande saguão onde podemos ficar de pé. Nessa hora podemos ver as 2 aberturas para o mar, como se fossem janelas, magnífico. Também conhecemos a caverna Ana Te Pahu, para falar a verdade não achamos nem um pouco interessante e nem chegamos até o final, mas vale o registro. E finalmente, porém, infelizmente só no último dia na ilha almoçamos muito bem. Comemos no trailer do meio localizado atrás do campo de futebol, pedimos um peixe com batatas fritas mergulhado em queijo derretido. Que delícia.

Para fechar com chave de ouro, o pôr do sol mais lindo que já assistimos, em Tahai onde tem o moai com olhos. Na Ilha de Páscoa, em pleno Pacífico, com um moai que parecia nos proteger, impressionante.

25º dia

Nosso último dia na ilha e uma benção. Comemorar o meu aniversário nesse lugar tão mágico. Eu, Fernanda, fiz 31 anos e nada como estar na Ilha de Páscoa. Tudo bem que só pela parte da manhã, mas quem se importa, né. Durante a manhã resolvemos comprar souvenir e um moai para chamar de nosso. Como vocês sabem, tudo na ilha é caro, mas vale a pena ter um moai para chamar de seu. Antes de voltarmos para o Chez Oscar, compramos um pedaço de torta, para comer mais tarde. O Oscar que nos levou para o aeroporto. Acredito que todos os hotéis tem esse serviço gratuito para seus hóspedes. Já tínhamos despachado nossas malas e só nos restava esperar e enquanto esperávamos resolvemos enfim comer a torta e ela estava divina. Logo em seguida já embarcamos de volta a Santiago. Não queria falar com ninguém que era meu aniversário, mas o Alvaro fez questão de falar com o comissário de voo que me deu os parabéns, nos trouxe champanhe e amêndoas e uma sacolinha com alguns mimos da Lan Chile. Foi muito engraçado porque quando fui ao banheiro Alvaro aproveitou para falar com o comissário e ele fez o favor de avisar para os outros, então recebi vários feliz cumpleaños. No final foi divertido. Chegamos a Santiago por volta das 21h, pegamos o carro que estava no estacionamento do aeroporto e fomos rumo ao hostel H Rado para deixar as nossas malas e comer uma pizza no Zocca, restaurante do Pátio Bellavista.

26º dia

Queríamos conhecer algumas vinícolas do Valle del Maipo e Valle de Colchagua, mas não sabíamos o endereço, não conseguimos encontrar nos sites e nem no POI do GPS. Ficamos parados na porta do estacionamento ainda sem rumo definido, quando dois jovens bêbados, pela placa do carro viram que éramos brasileiros, resolveram nos ajudar. Não sei o que era pior um falando em inglês, o outro sem saber para onde queríamos ir ou nós que resolvemos seguir o que eles falaram. Uma confusão. Sim seguimos o caminho indicado pelos boêmios, pegamos a ruta 68 que leva para Valparaíso, nesta estrada possuem muitas vinícolas, mas nenhuma que procurávamos. Depois fomos descobrir que deveríamos ter saído de Santiago pela ruta 5 em direção a Rancagua, só o lado oposto.

Almoçamos na vinícola Casas del Bosque, muito bonita, ambiente agradável e uma comida muito gostosa. Essa bodega fica no caminho para Valparaíso, fica no Valle de Casablanca.

27º dia

Pela manhã fomos caminhando até o Cerro de Santa Lucía, é um parque com belos jardins e monumentos. No topo temos uma visão de 360º de Santiago com a Cordilheira ao fundo. Todos os dias, ao meio dia neste cerro é dado um tiro de canhão, a princípio resolvemos esperar, depois desistimos. Porém, antes de irmos o Alvaro foi experimentar o Mote con huesillos, uma bebida típica chilena, feita com pêssego e sementes de trigo. Vale a pena experimentar. Depois continuamos caminhando até o Mercado Central, onde almoçamos no restaurante Donde Augusto, não gostamos muito.

Retornamos para o hostel de metro, buscamos o carro e fomos visitar a vinícola Concha y Toro. Quando chegamos às 17 horas, já estava fechada, também era dia 31 de dezembro. Só nos restou retornar. Ainda trocamos o óleo do carro e passamos no mercado.

Passamos a noite de ano novo no terraço do hostel, ao ar livre com um grupo de brasileiros, a maioria dos hóspedes deste hostel. E mais uma vez tivemos uma grande impressão da educação chilena. Não ouvimos fogos durante o dia, porque só pode soltar quem tem autorização e em local específico e não se pode beber na rua. Esperamos que isto sirva de exemplo.

28º dia

Neste dia fomos até Valparaíso e Viña del Mar, para conhecer estas cidades tão faladas. Porém não sabemos se somos as melhores pessoas para opinar sobre estes lugares, mas fazendo um trocadilho com o nome, não encontramos o paraíso de val. Sim, não achamos nada de mais nesta cidade, andamos no ascensor, descemos, subimos e pronto. Podemos dizer que andamos. em Viña del Mar que fica logo ao lado, mas também não nos simpatizamos com a cidade. Ela tem uma orla muito badalada e estava muito cheia. Muitos turistas passaram o ano novo ali.

29º dia

Hoje marcou o início da nossa jornada de retorno para casa, isso significa longos e cansativos quatro dias na estrada. Logo saindo de Santiago cruzamos a Cordilheira dos Andes pelo passo Cristo Redentor, com seus 3300 m de altitude. Havíamos pensado inicialmente em passar a noite na cidade de Villa Maria, mas como ainda era dia, continuamos seguindo pela ruta 7 até a cidade de Junín, andamos mais de 1100 km. Com o auxílio do GPS, procuramos por hospedagens e depois de algumas tentativas, escolhemos o Hotel Embajador.

30º dia

Continuando o nosso regresso, neste dia passamos pela RN 14, na província de Entre Rios, que para nós Brasileiros é sempre uma incógnita, e para não perder o costume fomos parados pela polícia Gendarmeria, mas a polícia só queria nos presentear com um jornal e folhetos turísticos da província. Para não percorrer toda a região conhecida por policiais corruptos, preferimos sair da Argentina e entrar no Uruguai em Paysandu, assim como no ano passado. Porém nos esquecemos que ao cruzar a ponte antes mesmo dos tramites aduaneiros existe um pedágio, e não tínhamos pesos Argentinos e nem Uruguaios suficientes para pagar. A nossa sorte é que aceitaram dólar. No Uruguai seguimos pela ruta 3 até Bella Unión, quando finalmente chegamos ao Brasil. Ao todo dirigimos quase 1000 km até São Borja, chegamos a noite. Foi um dia muito longo e cansativo e ainda “perdemos” uma hora ao retornar para o Brasil por causa do fuso horário.

31º dia

De São Borja até Curitiba são quase 1000 km, por estradas que não comportam mais o fluxo intenso de veículos. As estradas BR 472, 377, 280 e 476, são algumas rotas que escoam produções dos estados do sul, porém elas possuem em sua maior parte apenas uma faixa de rolagem, dificultando muito as ultrapassagens dos intermináveis caminhões. Assim, chegamos no início da noite no hotel Aladdin.

32º dia

Próxima parada: casa, porém ainda tínhamos mais um e último dia na estrada. Dirigir quatro dias é cansativo, no fim da viagem mais ainda, mas valeu muito, todo o esforço, horas, dias que passamos dirigindo para curtir essa aventura.

Saímos muito tarde de Curitiba, quase 10h20, mas ao contrário das estradas que andamos no dia anterior, a Régis Bittencourt, a Ayrton Senna e a Dutra são boas. O GPS também nos guiou muito bem em São Paulo, onde geralmente nos perdemos. No fim, chegamos em casa às 20h30.

Esperamos que tenham gostado do nosso relato, e viajado um pouco com a gente.

 

Para Chiara e Andrea

Como já comentamos, conhecemos a Chiara e o Andrea, dois italianos muito divertidos. Acho que um dos pontos mais legais de viajar é conhecer pessoas assim que nem eles. E com certeza queremos preservar essa amizade.

A Chiara trabalha com seu pai, que é chef de cozinha, em um restaurante na praia. Ela também tem um site de culinária, que ensina vários pratos da culinária italiana http://www.inqbi.com/chiarinaincucina/, mas fez também um post em nossa homenagem com comidas brasileiras

Eles também têm um site relatando as viagens que fizeram para a Ilha de Páscoa e para o Peru. Apesar de estar em italiano, vale a pena a visita. http://www.inqbi.com/seven/

Chiara e Andrea adoramos conhecer vocês e esperamos que o mais breve venham para o Brasil nos visitar e ver a beleza do nosso país, tanto naturais como cultural. Que o Andrea veja as “mulatas” que ele tanto fala e curta o nosso carnaval da melhor maneira possível.

 

NÚMEROS DA VIAGEM:

 Dias de Viagem  32
 Distância Percorrida  10.932 km
 Combustível  899 L

 

MAPA:

A – Rio de Janeiro, B – Guarapuava, C – Foz do Iguaçu, D – Resistência, E – Salta, F – San Pedro de Atacama, G – Uyuni, H – La Serena, I – Vicuña, J – Santiago, K – Ilha de Páscoa, L – Villa María, M – São Borja, N – Curitiba

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

13 pensamentos em “Desertos e Ilha de Páscoa – 32 dias”