Patagônia e Mendoza – 36 dias

Dia 03 de Dezembro começará nossa nova aventura, pela Terra do Fogo até o fim do mundo, pelos Lagos Andinos e Mendoza.

Tentaremos atualizar diariamente.

 

1º dia

Saímos do Rio de Janeiro, às 7h30 e fomos até São Mateus do Sul pelo Rodoanel de SP, sem passar pela Tietê. Não foi uma decisão acertada, andamos mais e no final do dia percorremos 1046 km. Chegamos cansados às 21h e nem deu para atualizar o site.

2º dia

Hoje, saímos de São Mateus do Sul e ao invés de irmos até Uruguaiana, resolvemos ir por Santana do Livramento, divisa com Rivera, no Uruguai. Fizemos esse caminho com o intuito de evitar a polícia corrupta da Argentina, que se concentra mais na província de Entre Rios. Tiramos algumas fotos da estrada, mas a internet na pousada está tão lenta, que disponibilizaremos assim que possível.

Total percorrido em dois dias: 1975 km

9º dia, está difícil de atualizar porque estamos chegando tarde, cansados e nem todos os lugares tem internet, porém hoje vamos atualizá-los e em breve mostrar algumas fotos que fizemos dessas paisagens lindas e diferentes que há aqui.

No 3º dia, saímos do hotel para resolver algumas pendências. Primeiro, fomos procurar onde vendia o cambão (reboque obrigatório na Argentina), mas perdemos muito tempo porque não foi fácil encontrar uma loja que tivesse para vender. Ainda no hotel, vimos que o seguro para a entrada de veículos no MERCOSUL (carta verde) estava restrito a Argentina, sendo que cruzaríamos o Uruguai por Rivera até Paysandu para chegar à Argentina. Quando estávamos em uma agência de seguro para fazer a carta verde somente do Uruguai, descobrimos que poderíamos marcar no nosso próprio documento informando a nossa entrada neste país. Como estamos trazendo alguns equipamentos eletrônicos nossos, fomos à receita federal declarar, mas fomos informados que não há necessidade e também fomos a Polícia federal dar a nossa saída do Brasil.

Com todos esses contratempos, no final pegamos a estrada às 10h30 cruzando a fronteira facilmente. Quem quiser fazer esse trajeto tem que se atentar porque as aduanas do Brasil e Uruguai são dentro da cidade e longe uma da outra.

Entramos na Argentina por Colón e pegamos ainda uma parte da província de Entre Ríos, mas passamos sem maiores problemas.

Nosso destino era a cidade de Azul. Chegamos por volta das 22h30 e nos dirigimos para o hotel que tínhamos reservado, mas para a nossa surpresa, a receptividade não foi das melhores. A garagem estava lotada e ao redor não tinha nenhum estacionamento. Resolvemos, mesmo que tarde e cansados procurar outro lugar para dormir. Fomos parar no Hotel Dior que não era dos melhores, mas o dono, um senhorzinho muito simpático, nos atendeu tão bem que resolvemos ficar por lá mesmo. O hotel não tinha garagem, mas chegamos tão preocupados com essa questão, que o velhinho ficou vigiando nosso carro que estava estacionado na porta do hotel.

Total percorrido em três dias: 2967 km

4º dia, saímos de Azul pela Ruta 3 até nosso primeiro destino: Puerto Madryn. Chegando no Hostel El Gualicho, reservamos o passeio para ver as baleias, os pinguins, leões e lobos marinhos na Península Valdez.

Total percorrido em quatro dias: 4023 km

5º dia acordamos cedo para o passeio programado com uma agência de turismo. Para nossa tristeza o porto estava fechado por causa dos fortes ventos e não conseguimos ver as baleias. Ali não é um dos melhores lugares para se ver leões e lobos marinhos, eles ficam muito afastados, os vemos de longe, mas os pinguins de Magalhães dá para ver de pertinho.

Fomos lá justamente para ver as baleias e não conseguimos. Ficamos um pouco frustrados. Não tínhamos nem uma segunda chance porque fomos embora no dia seguinte cedo.

O 6º dia foi longo na estrada. Continuamos na ruta 3, uma estrada que posto de gasolina é uma raridade. Fomos orientados a parar para abastecer sempre que possível. Abastecemos em Comodoro Rivadavia em um posto que estava com fila. Deixamos de abastecer na próxima cidade, Caleta Olivia, pelo curto percurso, só 80 km. De Caleta Olivia a San Julian são 430 km e nesta cidade o posto estava fechado porque não tinha gasolina. O ponteiro do combustível nos avisava que não teríamos autonomia até o destino. Estávamos preocupados, pensando o que faríamos se não conseguíssemos uma gota de gasolina para chegar até Rio Gallegos. Andando mais 145 km havia um posto em Piedra Buena. Paramos e descobrimos que estavam abastecendo somente $100 pesos argentinos para cada veículo, mas que nos foi suficiente. Chegamos mais de 23h em Rio Gallegos, última parada antes do Fim do Mundo.

7º dia acordamos ansiosos para ver de perto a cidade mais austral do mundo, mas demoramos muito para matar a nossa curiosidade. Na aduana para sair da Argentina e entrar no Chile vimos vários carros argentinos estacionados no meio da estrada, uma grande confusão. Sem saber de nada, resolvemos parar o carro no acostamento e seguir a pé para nos informarmos melhor como eram os trâmites burocráticos.  Uma enorme fila se formava do lado de fora das aduanas, que ficam no mesmo prédio, mas nem por isso facilita a vida de quem passa por lá. É tanta confusão que ninguém sabe informar que papéis precisamos preencher. Entramos na fila e ficamos longas e cansativas 5 horas para resolvermos essa lenga lenga. Além de toda a burocracia normal de aduana, os chilenos são tão criteriosos que tem um controle rigoroso na entrada de animais e alimentos no país, isso significa mais papéis para preencher e mais tempo perdido na revista do carro que é minunsiosa e demorada.

Ainda tínhamos mais de 500 km para percorrer. Já eram 15h30 e nem sonhávamos em chegar. Cansados de ficarmos em pé, seguimos viagem pelo Estreito de Magalhães, em um ferry boat e depois de 15 minutos estávamos em terra firme onde tivemos nosso primeiro contato com a estrada de rípio. Rípio é uma mistura de terra, com pó de pedra e pedras pequenas arredondadas, que dá uma instabilidade incrível, o que faz atrasar ainda mais a viagem porque não se consegue andar mais de 70 km/h.

Para chegar em Ushuaia atravessamos a Cordilheira dos Andes e já começamos a ver a bela paisagem dos picos das montanhas cobertos de gelo.

Chegamos por volta das 22h, mas como os dias na primavera/verão são longos, escurece só pelas 23h, pudemos ver um pouco do que nos esperava no dia seguinte.

Mais um dia que chegamos tarde.

Total percorrido: 5822 km

O 8º dia amanheceu horrível, chuvoso e muito frio, às vezes parava de chover, mas o frio e o vento permaneciam. Como acordamos tarde, ficamos andando pelo centro e resolvemos ainda pela manhã visitar o museu do presídio.  Passeando pelo porto de turismo resolvemos nos informar do passeio pelo  canal Beagle. Eram 14h30 e o barco saia às 15h. Nem tínhamos almoçado e resolvemos encarar esse passeio. Pegamos biscoito e chocolate no carro e quando voltamos para pagar, cancelaram o passeio pelo mau tempo. Como estamos com fome, resolvemos almoçar, mas já passava das 15h e aqui todas as lojas, inclusive os restaurantes fecham para a ciesta. Ficamos sem almoçar.

Para não ficarmos parados, resolvemos conhecer com mais calma o Paso Garibaldi, onde tem o lago Escondido e o Fagnano.  A paisagem impressiona a cada curva, mesmo o tempo não ajudando.

À noite fomos experimentar o famoso cordeiro al assador, por sinal, muito bom.

Hoje, no 9º dia, conseguimos fazer o passeio pelo canal Beagle, pela empresa Tres Marias, no veleiro IF… Eles são os únicos que tem permissão para fazer uma caminhada na Ilha H, onde avistamos os cormoranes, pássaro típico da região. Esse passeios tem a duração de quatro horas, e além de pássaros, podemos ver também os leões marinhos bem de perto.

Outro prato típico da região que experimentamos foi a centolla, uma espécie de caranguejo grande. O gosto é bem similar a de um camarão.

À tarde resolvemos ir no Glaciar Martial, que funciona uma estação de esqui (somente no inverno). O lugar é tão lindo e o mais interessante é que podemos caminhar até o glaciar e ver de perto como é o gelo.

10º dia faltava ainda conhecer o Parque Nacional Tierra del Fuego, então reservamos este passeio para o último dia e tivemos sorte de estar um belo dia de verão austral, 18ºC. O parque é imenso, várias trilhas de níveis diferentes de dificuldade e tempo de percurso. Resolvemos fazer as 6 trilhas que ficam mais no fim do parque, por serem curtas e de fácil acesso. Para todo o lugar que se olhe há uma paisagem de cartão postal, uma vegetação, um lago ou rio e ao fundo montanha com gelo. À noite ouvimos tango ao som de acordeão tocado pelo Raúl, proprietário do Tango B&B, onde estávamos hospedados.

11º dia, nosso destino hoje era a cidade de Punta arenas – Chile, para isso precisávamos cruzar as aduanas da Argentina e Chile, dirigir mais de 100Km no rípio e atravessar o estreito de Magalhães. Parecia rápido, mas pela 1º vez o GPS nos fez aumentar nosso tempo de viagem traçando um caminho mais longo pelas estradas de rípio. Chegamos ao nosso destino já no fim do dia, onde jantamos no La Marmita, restaurante aconchegante e com excelente cardápio, onde pedimos lomo de cerdo e salmão com legumes.

12º dia, Tiramos o dia para andar e fazer algumas compras na Zona Franca de Punta Arenas. Amanhã acordaremos cedo para ir a Isla Magdalena para ver uma Pinguinera. Após o Passeio vamos para a cidade de Puerto Natales.

13º dia, fomos para a agência de turismo antes mesmo do café da manhã. Comemos alguma coisa no carro e às 7h começava o passeio. Ver os pinguins e os seus hábitos foi uma experiência incrível. Nessa pinguinera só há uma corda que delimita a área que nós podemos ir, mas que não é uma barreira para os pinguins. Ficamos encantados de vê-los tão de perto alimentando seus filhotes e protegendo seus ninhos. Depois desse passeio abastecemos o carro, almoçamos e partimos para Puerto Natales. No hostel em que estamos hospedados, eles dão as informações para o parque Torres Del Paine. Geralmente os mochileiros se hospedam aqui, alugam os seus equipamentos e acampam no parque, mas não foi  nosso caso. Por estarmos de carro, passaríamos apenas o dia no parque e voltaríamos para Puerto Natales. Fomos orientados em um dia fazer uma caminhada de 8 horas até o mirante Las Torres, onde se vê as torres que dão nome ao parque e no dia seguinte percorrer todo o parque de carro, fazendo caminhadas leves. Depois fomos jantar num restaurante chamado La Mesita Grande, onde os clientes sentam em uma única mesa bem grande.

Total percorrido: 6990Km

14º dia, acordamos cedo e fomos rumo ao parque. De Puerto Natales a entrada do parque são duas horas de estrada e quase 8 km até o início da trilha. Começamos a caminhada às 11h e nas primeiras duas horas de subida fomos relativamente bem, mas depois começamos a sentir o cansaço e a dificuldade da trilha. Estávamos parando muito e há uma hora do mirante começamos a pensar em desistir, mas um foi incentivando o outro a não parar. Tínhamos percorrido mais da metade da subida e agora já estávamos muito perto de ver as Torres.  O último trecho é o mais difícil por ser muito íngrime e todo em pedras. Estávamos tão exaustos, as pessoas que desciam nos avisavam do pouco tempo que faltava até o mirante. Finalmente vencemos os 886 metros de altitude e chegamos. O esforço valeu a pena, o lugar é encantador. A volta foi cheia de sacrifício e dor. Não aguentávamos mais e ainda tínhamos 4,5km de descida. Fizemos todo o percurso em 9 horas e enfrentaríamos pela frente mais duas horas de estrada até a cidade. Voltamos ao La Mesita Grande.

Hoje, 15º dia, acordamos bem tarde para compensar todo o esforço de ontem. Fizemos o passeio no parque conforme planejado, de forma bem light. Só saímos do carro para fotografar e fazer uma pequena caminhada por uma trilha fácil de 1 hora. Agora, estamos no hostel comendo pizza pelo terceiro dia. Amanhã iremos para El Calafate, Argentina.

16º dia, Por ser mais tranquila, cruzamos a fronteira por Paso Río Don Guillermo, uma aduana afastada da cidade de Puerto Natales, e realmente estava vazia, só havia uns carros antigos que estavam participando de uma competição internacional homologada pela FIA, mas vamos deixar isso um pouco mais pra frente. Neste dia andaríamos na estrada uns 265Km até El Calafate, só que após entrar na Argentina seguimos pela Ruta 40 e descobrimos o que é rípio em péssimo estado. Só havia pedras grandes que a todo momento batiam no carro, até que uma rasgou o pneu. Paramos com o carro e tivemos que tirar todas as malas para pegar o estepe. Estava um vento frio, naquela estrada deserta, poucos carros passando e perguntando se queríamos ajuda, mas não achamos necessária Mesmo recusando ajuda, estávamos tendo dificuldade para levantar o carro, pois o macaco estava escapulindo. De repente, sem que pedíssemos nada, um furgão da Alemanha parou para nos ajudar. Um senhor veio em nossa direção e começou a orientar o que deveríamos fazer, mas com aquele macaco estava impossível, até que o senhor foi até o seu carro e pegou o macaco hidráulico e uma base de madeira. Aí foi fácil, a troca do pneu foi rápida. Agradecemos a grande ajuda, entulhamos as malas no carro e seguimos viagem até que 15 minutos mais tarde, encontramos alguns carro da competição e um carro de passeio com placa argentina. Não pensamos duas vezes em parar para ajudar. Saímos do carro, tentando conversar em espanhol, mas todos estavam falando em inglês e ao mesmo tempo. Após a confusão inicial, entendemos que o carro argentino estava alugado por um casal inglês que seguia para o aeroporto de El Calafate, porém o veículo havia enguiçado e os competidores estavam tentando ajudar, mas os veículos eram pequenos e lentos. Então, nos prontificamos de levá-los ao aeroporto, mas a dificuldade ficou por conta da mala, que não cabia em nosso carro. Um dos competidores insistiu para que levássemos de alguma forma a mala, mas infelizmente nosso carro estava abarrotado de coisas. Ficou decidido que o casal seguiria conosco com suas bagagens menores e a mala maior seria levada por um dos competidores. Mais adiante nos deparamos com outro carro da competição acenando para que parássemos. Pensamos “mais uma ajuda”, mas não, era informando que o carro que estava levando a mala, enguiçou. Mas os ingleses pareciam não estar preocupados com a mala e falaram para que seguíssemos para o aeroporto. Deixamos o casal no seu destino a tempo de pegar o voo, mas não sabemos o que aconteceu com a mala e nem com o carro alugado. No hostel em El Calafate, nos informamos onde havia um borracheiro, pois pensamos que havia conserto, mas o rasgo foi grande e só serviria como um “quebra-galho” de estepe. Como era domingo, ficamos de comprar um pneu novo no dia seguinte.

17º dia, A cidade é pequena e não conta com muitos recursos, mas para nossa sorte havia uma loja do mesmo fabricante do pneu do carro, só que para caminhões. Mesmo assim esperamos abrir, já que o comércio só funciona depois das 09hs. Não havia o modelo na loja, e uma pane em todos os meios de comunicação da cidade impedia que o atendente consultasse uma filial próxima. Porém lá tinha um único pneu com as mesmas medidas, mesmo assim insisti em procurar pelo mesmo modelo. Fomos para a estrada até um mirante e depois conhecer e almoçar no centro. Como não encontramos mais nenhuma loja de pneus, voltamos para saber se teria como encomendar e fomos informados que levaria 1 semana para chegar, porém não ficaríamos esse tempo todo em El Calafate. Então, resolvemos comprar o único pneu que havia do mesmo tamanho, mas não do mesmo modelo. Não tínhamos tempo para a conclusão do serviço, porque tínhamos agendado um passei às 16h30min e então deixamos o estepe e ficamos de voltar outro dia para trocá-lo com o que estava em uso.

A van chegou na hora combinada, passamos em mais alguns hotéis para buscar outros turistas e fomos por uma estrada de rípio até a Estância Nibepo Aike que fica dentro do Parque Nacional Los Glaciares. O lugar é lindo, muito verde, com lago, montanhas com gelo e um belo jardim. Lá fomos recebidos por uma guia que nos contou a história do lugar, entre outras coisas, enquanto fazíamos uma caminhada pela fazenda. Depois, vimos uma demonstração da corrida de cavalo em slalon e a esperada esquila (tosa) de ovelhas que foi feito do modo antigo, com a tesoura. Jantamos na sede da fazenda um cordeiro al assador maravilhoso. Eram mais de 23hs quando voltamos ao hostel.

18º dia, Em ritmo de aventura reservamos o passeio do BIG ICE, uma caminhada de 5hs de duração sobre o gelo do Glaciar Perito Moreno. Fomos de carro até o Parque Nacional Los Glaciares e o passeio começa no porto Bajo de las sombras onde cruzamos o Brazo Rico e rapidamente chegamos à outra margem onde caminhamos até um refúgio. Então começamos a caminhar por uma trilha bem próxima a geleira por aproximadamente 1h, até que finalmente colocamos os crampones e caminhamos pelo glaciar em direção ao centro. Um visual incrível, pequenas lagoas azuis, sumidouros, fendas azuis, violetas, uma sensação incrível de estar no meio do glaciar. Mas o passeio é cansativo, os crampones dificultam muito para caminhar. Quase não paramos para descansar, fizemos uma pequena pausa para comer uns biscoitos que levamos em nossa mochila. Algumas vezes tínhamos que saltar um pequeno córrego que se forma com o derretimento do gelo, e em uma dessas a Fernanda quase cai, foi salva pelo guia, e eu, Alvaro, rasguei minha calça com o crampone. De volta a trilha, retiramos os “grampos” dos calçados e caminhamos até o barco, onde cruzamos de volta o lago. Já no carro nos dirigimos até o mirante Las Passarelas, onde se vê o Glaciar Perito Moreno de frente com a sua imponente parede de gelo. Neste dia, ao retornarmos para El Calafate ainda fomos à loja efetuar a troca do pneu e resolver de vez esse problema.

Hoje, 19º dia, estávamos cansados e preferimos fazer um passeio bem relax, fomos de carro até o porto de Punta Bandera que fica dentro do Parque Nacional. Lá, embarcamos em uma escuna que começa percorrendo o braço norte do lago Argentino. Ficamos contemplando bem de perto os glaciares Upsala, Onelli, Spegazzini e durante todo o percurso passamos por vários icebergues. A navegação continua até o Canal Los Tempanos, onde observamos a parte norte o glaciar Perito Moreno. Chegamos na cidade à tarde e aproveitamos para trocar o óleo, e filtros do carro porque já tínhamos rodado 8200km.

20º dia, de acordo com o nosso cronograma iríamos pernoitar na pequena cidade de Río Mayo. Ainda no Brasil vimos que seria melhor percorrer mais de 1100 km para chegar a nosso destino, do que percorrer quase a metade pela Ruta 40, toda de rípio. Decidimos aumentar o nosso percurso, ainda mais depois do episódio do pneu rasgado, e para isso tivemos que descer até Río Gallegos e seguir a Ruta 3 até Comodoro Rivadavia e seguir pela Ruta 26. Só que neste dia começamos a nos deparar com outro problema para administrar, a falta de combustível nos postos. Por 2 vezes consecutivas abastecemos com uma gasolina mais forte a N-PREMIUM e após a segunda vez começamos a sentir um cheiro forte de gasolina dentro do carro. Ficamos enjoados, com dor de cabeça, e a luz da injeção eletrônica ascendeu. Não queríamos parar porque estava chovendo neste momento, seguimos pela estrada até a chuva dar uma trégua. Eu Alvaro encostei o carro próximo a um SOS (como se isso fosse ajudar de alguma forma) e fui até o motor do carro, mas lá não havia cheiro de gasolina e nem pontos de vazamento. Resolvemos seguir até Caleta Olivia, cidade mais próxima e procurar alguma concessionária ou oficina só para nos tranquilizarmos. Mas a cidade é pequena e não existe GM, perdemos muito tempo procurando uma oficina, até que a Fernanda teve a ideia de pedirmos ajuda no Brasil. Liguei para o meu pai que entrou em contato com o mecânico que logo em seguida retornou a ligação nos acalmando e orientando que era normal, que a luz apagaria e que deveríamos sempre que possível colocar a gasolina mais “fraca” e isso de fato aconteceu. Esse contratempo nos atrasou muito, já estávamos dirigindo a noite quando a estrada se dividiu, a que seguia para Río Mayo, de ripio e a outra de asfalto. Resolvemos mudar o nosso destino e seguimos para Sarmiento, uma cidade mais ao norte e tão pequena quanto Río Mayo. Com o auxílio do GPS encontramos um hotel para pernoitar e chegamos por volta das 23hs.

Total percorrido: 9441km

21º dia, O check-out era a partir das 08h, saímos por volta das 8h30, paramos em um posto para abastecer o carro e tomar o café da manhã, que no hotel era a parte. Comemos pão de miga (pão de forma com queijo e presunto) e com um suco e rumamos para a estrada. Esse dia foi atípico, depois de 2 horas na estrada eu, Fernanda, assumi a direção para o Alvaro descansar, mas ele começou a passar mal e teve uma baita dor de barriga, daquelas de ficarmos parando na estrada de 10 em 10 minutos. A nossa meta de chegarmos a San Martin de Los Andes estava ficando para trás. Por volta de 5h da tarde ainda estávamos em El Bolson, que fica a 1 hora de Bariloche. A estrada corta esta cidade, então aproveitamos para abastecer e o Alvaro, coitado, não saia do banheiro. Estávamos preocupados com a situação e fomos em uma farmácia comprarmos um remédio, esperamos fazer efeito, mas o resultado foi nulo.  Não tínhamos condições de seguir viagem, decidimos ir a um hospital. Uma busca rápida no GPS e já estávamos lá. Chegamos sem saber como proceder, se o hospital era público ou particular. Não sabemos se todos os hospitais da Argentina são assim, mas este não havia recepção, e as pessoas que também aguardavam para serem atendidas não sabiam de nada. Alvaro resolveu bater em uma das portas para se informar e a enfermeira pediu para que aguardasse ser chamado. Após um tempo de espera, e a desistência dos demais, fomos logo chamados. A enfermeira faz o primeiro atendimento, e depois veio o médico calçando uma croc e vestindo uma calça lilás, aquela estilo hip. Ele examinou e medicou o Alvaro, que estava com uma infecção estomacal. Forneceu os remédios que ele deveria tomar e o liberou. Saimos sem pagar nada. Acreditamos que o hospital seja público. Hehehehe

Com o marido medicado, continuamos a viagem. As paradas continuaram, mas desta vez com menos frequência. A esta altura do dia não tinha como chegar a San Martin, então decidimos ir só até Bariloche. Imaginávamos que Bariloche era uma cidade linda, daquelas de filme, mas é uma cidade velha, uma confusão só. Tínhamos uma lista de hotéis em Bariloche, resolvemos parar em um desses endereços e passar a noite.

22º dia, A noite não foi das melhores, mas o marido estava em condições de seguirmos viagem. Próximo destino: Pucón. Seguimos pela Ruta dos Sete Lagos, passando pela charmosa Villa La Angustura, San Martin de Los Andes e entre estrada de asfalto e rípio, chegamos na fronteira Paso Mamuil Malal, que fica dentro do Parque Nacional Lanin ao lado do Vulcão de mesmo nome. Acho que de todas as aduanas que passamos no Chile, essa foi a mais rigorosa. Tivemos que tirar nossas malas do carro e passar na máquina de raio X. Após esse trâmite seguimos até o Hostel Refúgio Península, chegamos por volta das 15hs. Queríamos nos informar a respeito de alguma ceia para o natal, pois era dia 24 de dezembro e eles ainda não tinham nada confirmado para a noite. Fomos dar uma volta e comer algo. Pucón é uma cidade muito bonita, porém pequena, grande parte do comércio se concentra na rua Ohiggins. De volta ao albergue, o Juan um dos funcionários do albergue nos confirmou que haveria a ceia de natal. O Juan até brincou com o nosso sobrenome Ferrari, dizendo que ele era Juan Porche. A refeição foi preparada pelo Juan junto com o proprietário do hostel o meu tocayo (homônimo). Na mesa havia pessoas de diversos países: Canadá, Alemanha, Israel, Brasil, além de nós, um são paulino, e Chile, é claro.

Total percorrido: 10142km

23º dia, fomos agendar na Aguaventura o passeio para subir o vulcão Villarrica, era um dos passeios mais esperados para esta viagem. Então, resolvemos conhecer alguns outros pontos turísticos como a Cueva Volcânica (caverna vulcânica), mas estava fechada por ser 25/12. Os Ojos de Caburga, um rio de águas azuis com pequenas cachoeiras e é proibido tomar banho, mas achamos que no Brasil existem cachoeiras mais bonitas. Fomos ao Parque Nacional Huerquehue e decidimos fazer a trilha dos lagos (lago Chico, lago Toro e lago Verde). A caminhada era bem pesada morro acima e com informações precárias ao longo do caminho, que nos fazia pensar em voltar porque não queríamos nos cansar muito para que no dia seguinte pudéssemos subir o vulcão, hehe. Então só conhecemos o lago Chico, o 1º dos três lagos que existem dentro do parque. E mesmo assim caminhamos quase 6hs. Para fechar, relaxamos na terma Los Pozones, a única que funciona a noite, com piscinas bem quentes, muito bom.

24º dia começou cedo, antes mesmo do café da manhã. A van passou no albergue para nos buscar às 6h45, assim fomos para a agência de turismo colocar a bota, o capacete e levar uma mochila com os equipamentos obrigatórios para a caminhada. Ainda acrescentamos câmera fotográfica, água e biscoito. O grupo se formou com mais alguns turistas e três guias. Seguimos na van até a base do vulcão e após uma pequena caminhada seguimos de teleférico, o que nos poupou 1h30 de caminhada. Então começamos a subir o vulcão, caminhando pelo gelo. Uma sensação de adrenalina, medo e ansiedade se misturam a todo instante, só não é mais forte que o cansaço que sentimos, talvez por já estarmos a vários dias na “estrada”. Já éramos os últimos da fila quando a Fernanda escorregou e caiu, machucando o ombro. Os guias foram incríveis no atendimento. Mais a frente paramos para descansar, e comer e a Fernanda ser melhor assistida. Então nos separamos, eu segui com os demais turistas e 2 guias e ela foi num ritmos mais devagar com o guia Vicente, caso ela desistisse não prejudicaria o grupo. Mas eu, Alvaro, também não estava aguentando o ritmo da caminhada, até que na parada seguinte que fizemos, eu que já tinha visto a Fernanda vindo e pedi para seguir com ela e o guia. Então numa passada mais lenta alcançamos o cume, vencendo os 2850m de altitude, caminhando por 3h30. Não ficamos muito tempo lá em cima, a fumaça estava forte e incomodava, então começamos a nos preparar para descer. Dentro da mochila estavam os equipamentos de proteção para “encarar” o ski-bunda. Durante a subida, utilizávamos uma espécie de picareta, que fincávamos no gelo para nos dar apoio durante a caminhada, e que também utilizamos na descida de ski-bunda como um freio. Tantos e tantos turistas fazerm aquele trajeto todos os dias, que o caminho para descermos já está traçado. Eu, Fernanda, desci junto com o guia e não precisei frear, só curtir mesmo e Alvaro que estava com medo, não queria mais sair dali, adorou. Pena que a descida só durou pouco mais de uma hora. O passeio chegou ao fim. De volta a agência de turismo, brindamos com os guias o sucesso da aventura. Depois caminhamos exaustos até o hostel para tomarmos um banho e almoçarmos. Comemos truta com camarão no Clube 77. Recomendadíssimo.

25º dia decidimos voltar para visitar a cueva vulcânica. Como, eles mesmo dizem lá, é um passeio família. Tinham muitas crianças e de verdade, não gostamos do passeio. Muito caro (R$ 60 por pessoa) e sem graça. Depois resolvemos ficar pelo centro mesmo, passeando e comprando algumas coisinhas.

Total percorrido: 10738km

No 26º dia, deixamos Pucón bem cedo porque a viagem até Mendoza é longa e cansativa. Saímos antes do café da manhã e paramos numa padaria para comer e seguimos viagem. Passamos por Santiago do Chile e cruzamos a fronteira para a Argentina pela Cordilheira dos Andes. Que lugar incrível! Uma das mais belas estradas que já dirigimos, a coloração das montanhas impressiona. Passamos pelo trecho conhecido como Los Caracoles e também por diversos túneis e muitas curvas. Fomos a quase 3300 metros de altitude. Chegamos em Mendoza por volta das 22h e tivemos que procurar um estacionamento porque no hostel não tem lugar para parar. Ficamos hospedados no Hostel Suites Mendoza. Não gostamos, além do péssimo atendimento, o banheiro era ruim.

Total percorrido: 11879km

27º dia Decidimos ir às vinícolas para almoçarmos e comemorar o aniversário da Fernanda. Como não tínhamos reserva só conseguimos achar uma vinícola depois da terceira tentativa. Almoçamos no restaurante María, no terraço da Bodega Séptima. Além da comida deliciosa, cada prato era harmonizado com um vinho diferente. Saímos de lá mais do satisfeitos e ainda podemos conhecer como são produzidos os vinhos. Depois fomos ao Mendoza Plaza Shopping para passear e vermos as novidades.

28º dia, Decidimos contratar uma agência de turismo para nos levar a Cordilheira dos Andes e contar um pouquinho de sua história. Por volta das 7 horas a van passou no hostel para nos buscar e seguirmos em direção a Cordilheira dos Andes. A 1º parada foi no lago Potrerillos, depois paramos na cidade de Uspallata para comermos e seguimos viagem até Punta de Vacas, onde paramos para conhecer um pouco da história do Trem Transandino. Próxima parada, Puente Del Inca, uma das poucas pontes naturais do mundo e Parque Aconcágua, onde podemos ver o ponto mais alto da américa do sul com quase 7000m de altitude. Caminhamos por uns 10 minutos e pudemos apreciar a beleza do local. Antes de voltarmos a Mendoza, almoçamos na Aduana Los Horcones, que fica na Cordilheira. Como chegamos cedo ao hostel, resolvemos conhecer um pouco mais a cidade, caminhamos pelas ruas e praças.

29º dia, último dia do ano e fomos as olivícolas, muito comuns na região. Só que pela data nem todas estariam abertas. Fomos na pequena Olivícola Simone e depois a Laur com muitos hectares de oliveira fizemos um “tour” pelas instalações para saber o processo de extração do azeite pelo método mais antigo, já desativado e o moderno. A passagem de ano foi no restaurante La Chancha, pequeno, charmoso, nada turístico. O ambiente estava bem família, foi agradável, porém os argentinos são muito discretos na comemoração, nas ruas poucos fogos.

30º dia, primeiro de Janeiro de 2012, acordamos com disposição para caminhar no parque muito conhecido na cidade e como este ficava a poucas quadras do hostel, fomos a pé. Mendoza parecia ter sido deixada por todos, não víamos ninguém nas ruas, as lojas fechadas, um calor muito forte e a baixa umidade nos desanimava de caminhar. Só quando chegamos ao parque que encontramos algumas pessoas fazendo piquenique. Nem achamos água para comprar, então voltamos para o hostel morrendo de cede. Eram quase 16hs quando a fome apertou e “ganhamos” coragem de encarar o calor a procura de algum restaurante. Só havia uns 5 abertos, todos na Peatonal Sarmiento.

31º dia, foi um longo dia na estrada, deixamos Mendoza após o café da manhã e seguimos pela Ruta 7 sentido a capital Argentina, nossa próxima parada, distante mais de 1100km. Foi um dia cansativo, esta é uma estrada muito movimentada e cheia de caminhões, com apenas uma faixa de rolagem. Sem falar no estresse da falta de combustível. Quando o posto estava sem movimentação, era certo de não haver combustível, mas quando tinha, logo sabíamos pela imensa fila que se formava. Chegamos a Buenos Aires anoitecendo.

32º dia, Ficamos hospedados em Palermo, um bairro um pouco mais afastado do centro. Queríamos ficar longe do tumulto dos turistas, principalmente dos Brasileiros, que lotam a calle Florida. O hotel fica a uma quadra da estação do metro, isto também foi muito bom, pois não queríamos ficar andando de carro em Buenos Aires, a não ser para o passeio que fizemos neste dia. A uns 60km da capital fica a cidade de Luján, que tem um zoológico de mesmo nome, zoo de Lujan. Lá não existe uma grande variedade de espécies, mas o diferencial é que os turistas podem entrar na jaula dos animais e interagir. Porém, estávamos curtindo o local até perceber que alguns bichos pareciam dopados, alguns tigres e leões continuavam dormindo mesmo quando eram acariciados pelos visitantes. Já nos elefantes, um funcionário mostrou uma barra de ferro para um que estava inquieto e o “bichinho” se afastou rapidamente. Isso nos deixou muito tristes, pois percebemos que os animais são mal tratados, por isso fomos embora imediatamente. Retornamos a capital para almoçar, e eu Alvaro queria muito voltar ao restaurante que conhecemos em 2009, então, viva o Siga La Vaca! Depois deixamos o carro no hotel e experimentamos um pouco da vida portenha andando no metro até o shopping Abasto. Mais tarde andamos pelas ruas de Palermo Soho para conhecermos a moda moderna dos argentinos.

33º dia, resolvemos tirar o dia todo só para comprar. Primeiro fomos ao centro, na Calle Florida e no Shopping Galeria Pacífico. Voltamos no shopping Abasto, onde almoçamos e a tarde andamos novamente pelas ruas de Palermo Soho. Fica a dica para quem gosta de moda e quer comprar coisas diferentes por um preço bacana. Também tomamos sorvete na Persicco e ficamos na dúvida qual é a melhor Freddo ou Persicco. Chegamos no hotel cansados de tanto andar, mas valeu a pena.

34º dia, Este dia foi longo, tomamos um rápido café no hotel e logo deixamos Buenos Aires para trás. Já na província de Entre Ríos fomos parados pela polícia camineira, após conferir os documentos, o policial veio com um papo enrolado que ele queria trocar Real por Peso, mas, eu, Alvaro, disse que estava sem dinheiro argentino e que estava retornando ao Brasil, passamos por toda a Argentina sem pagar propina. Resolvemos fazer o mesmo caminho da ida, entramos no Uruguai por Paysandú. Havia um engarrafamento para os trâmites aduaneiros, deixamos que entrasse na nossa frente o carro de apoio da equipe pedrega(Uruguai) que abandonou o DAKAR porque o veículo havia quebrado, eu, Alvaro, fui presenteado pelo competidor Luis Henderson com um boné oficial do evento. Retornamos ao Brasil por Santana do Livramento onde fizemos todos estes trâmites novamente, inclusive o de retorno ao Brasil indo a Polícia Federal. Isso nos fez perder muito tempo, sem falar que lá não tem horário de verão, portanto, tínhamos uma hora a mais e quando chegamos aqui a perdemos. Como trocamos o percurso que planejamos antes da viagem, não sabíamos onde dormir. Como estava muito tarde e cansados optamos por ficar na cidade de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul. Andamos mais de 1100km.

35º dia, Neste dia foi mais tranquilo, apesar de termos saído tarde do hotel porque estávamos cansados e dormimos demais, chegamos a Curitiba por volta das 19hs. Só tivemos um contra tempo, na estrada eu, Alvaro, fiz uma manobra de ultrapassagem quando a faixa era dupla contínua e fui multado. Não façam isso!!!

36º dia, Último dia da viagem, hoje no final do dia chegamos em casa e isso fez a Fernanda ficar falando o tempo todo que o dia seria um tédio por já conhecermos bem as estradas Régis Bittencourt e Dutra. Isso nos causa uma certa angústia, saber que estamos relativamente perto mas ainda temos que andar quase um dia na estrada. Estava tudo bem até SP, onde o GPS errou o caminho, sempre nos indicando ir para o centro. Após 1h rodando por São Paulo, com meu (Alvaro) senso de direção, conseguimos chegar a Marginal Tiete, que estava engarrafada, normal. Logo que entramos na Dutra começou um temporal, muito forte, com chuva de granizo, umas pedras enormes, muitos carro parando, uma dificuldade para enxergar. Encostamos o carro e esperamos a tempestade passar. Seguimos assim que a chuva diminuiu, mas logo o temporal voltou e a chuva de granizo também, só que as pedras eram menores. E isso se repetiu mais uma vez. Depois seguimos com chuva forte o que nos fez parar mais umas vezes até quase a divisa de SP com o RJ. Chegamos em casa por volta das 21h45, A Fernanda prometeu que nunca mais vai dizer que este trecho será um tédio.

 

Esperamos que tenham gostado da nossa aventura. Esta foi à viagem mais longa que fizemos até agora. Se você se interessou em conhecer a Patagônia de carro, fique ciente que fará uma viagem longa e cansativa. É possível conhecer todas as cidades que estivemos em roteiros de avião e/ou carro alugado, mas perderá uma parte muito legal da viagem: A paisagem muda a cada curva, mas isso tem um custo, tempo e disposição para ficar tantas horas e dias dentro do carro. Note que viajamos por 36 dias e destes, 16 foram na estrada onde geralmente dirigíamos mais de 1000km por dia.

 

NÚMEROS DA VIAGEM:

 Dias de Viagem  36
 Distância Percorrida  15.975 km
 Combustível  1331 L

 

MAPA:

A – Rio de Janeiro, B – São Mateus do Sul, C – Uruguaiana, D – Azul, E – Puerto Madryn, F – Rio Gallegos, G – Ushuaia, H – Punta Arenas, I – Puerto Natales, J – El Calafate, K – Río Mayo, L – Villa La Angustura, M – Pucón, N – Mendoza, O – Buenos Aires, P – Ijuí, Q – Curitiba

 

DICAS:

Argentina

www.welcomeargentina.com

www.turismo.gov.ar

Chile

http://www.welcomechile.com/

Patagonia

www.interpatagonia.com

Transbordadora Austral Broom

www.tabsa.cl

Peninsula Valdes

www.peninsulavaldes.org.ar

Ushuaia

– Navegação Canal Beagle

www.tresmariasweb.com

– Museu Fim do Mundo / Museu Marítimo / Museu do Presídio

www.museomaritimo.com

Punta Arenas

– Navegação a Ilha Magdalena – Pinguins

www.soloexpediciones.com

Puerto Natales

– Parque Nacional Torres del Paine

www.torresdelpaine.com

El Calafate

– Estância Nibepo Aike
www.nibepoaike.com.ar

– Hielo & Aventura
www.hieloyaventura.com

– Parque Nacional Los Glaciares

www.losglaciares.com

Pucón

www.chile-pucon.com

www.pucononline.cl

– Excursões em Pucón

www.aguaventura.com

– Parque Nacional Huerquehue

www.parquehuerquehue.cl

Mendoza

www.roteirosandinos.altamontanha.com/mendoza

– Olivícola Laur
www.laursa.com.ar

Lujan

– Zoo de Lujan
www.zoolujan.com

HOSPEDAGENS:

Puerto Madryn

– El Gualicho

www.elgualicho.com.ar

Río Gallegos

– Hotel Sehuen

www.hotelsehuen.com

Ushuaia

– Tango B&B

www.tangobyb.com.ar

Punta Arenas

– Hostel Keoken

www.hostelkeoken.cl

Puerto Natales

– Lili Patagonicos

www.lilipatagonicos.com

El Calafate

– Hostel Glaciar Libertador

www.glaciar.com

Pucón

– Refúgio Peninsula

www.refugiopeninsula.cl

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