Foz do Iguaçu – 7 dias

Nas férias de abril de 2008 não tínhamos feito planejamento financeiro, tão pouco o destino. Isso nos desestimulou um pouco ao ponto de começarmos as nossas férias ainda sem sabermos se iríamos viajar e pra onde.

Nada como uma ajuda, um empréstimo. Pronto! Resolvido um dos problemas. O outro era escolher o destino, não tínhamos muitos dias, nem muita grana. A viagem teria que ser curta.

Uma pesquisa rápida na internet, descobrimos que Foz do Iguaçu era a nossa próxima aventura. Como queremos conhecer o Brasil começamos pelo sul, agora era a vez de conhecer as cataratas do Iguaçu, Itaipu e algo mais. E depois em outras viagens vamos subindo este país imenso.

Fizemos um planejamento rápido de estradas, distâncias entre as cidades, hospedagem, passeios e caímos na estrada. Só reservamos a hospedagem em Foz. Seguindo a ideia de pouca grana, resolvemos experimentar o albergue.

1º dia

Saímos do Rio de Janeiro pela Dutra, ao passar por São Paulo entramos na Regis Bittencourt, ambas são a BR116. Após um dia de estrada paramos em Curitiba para dormir. A escolha da cidade foi estratégica, ela fica aproximadamente no meio do percurso entre Rio e Foz. Não era feriado e nem alta temporada, portanto, não reservamos a hospedagem em Curitiba. Como é uma cidade grande e com muitos hotéis, não teríamos problema para pernoitar. Depois de nos perder em Colombo, cidade vizinha, passamos a noite, no Formule 1. O hotel é simples, mas o pior é o banheiro, a pia fica localizada dentro do quarto, o box e o vaso sanitário duas baias, muito esquisito.

2º dia

Seguimos a BR277 no sentido interior do Paraná. Ao chegar na BR376 fizemos um desvio para Vila Velha, o que aumentou em aproximadamente 130 km o trecho Curitiba – Foz, mas fomos conhecer o Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa. O parque é bem cuidado, o passeio é guiado, possui formações rochosas que lembram alguns objetos como taça, a garrafa de refrigerante, uma bota, entre outras, possui uma parte com uma vegetação mais fechada. O lugar é lindo e vale a visita.

Após o passeio seguimos pela BR373 até voltarmos a BR277. Não lembro o trecho da estrada que possui uma reserva indígena, onde eles ficam na beira da estrada vendendo os artesanatos. Recomendo uma parada pra comprar algum cesto que é barato e bonito, ainda ajuda os índios.

Chegamos a Foz já era noite, porém não tivemos problemas pra encontrar o Hostel que tínhamos reservado o Paudimar Falls. Preferimos ficar no centro, perto de tudo, em um ponto estratégico da cidade e em um lugar de fácil acesso.

3º dia

Já começamos conhecendo o Parque Nacional do Iguaçu do lado brasileiro. Realmente a vista é linda, o parque é super limpo e organizado. O passeio começa em um ônibus turístico e na 1ª parada começamos uma caminhada pelo parque, conhecendo as inúmeras quedas d’água do rio Iguaçu. A caminhada nos leva até a última queda, a mais famosa, onde tem a passarela que nos permite ficar bem debaixo da queda. Depois subimos pelo elevador e pegamos o ônibus na segunda parada de volta. No parque, possui outros atrativos como passeio de bike, porém não fizemos. Em ½ dia dá para conhecer as belezas naturais do Brasil. À tarde visitamos Itaipu Binacional. Optamos por fazer o circuito completo que abrange tanto a parte externa quanto a interna. É um passeio muito interessante, conhecer a grandiosidade do projeto, um “monstro” de concreto, a imensidão da represa e a quantidade de água impressiona. Na parte interna podemos ver a sala de controle e supervisão, o antigo leito do rio a mais de 100m de altura, e até um dos geradores.

4º dia

Acertamos no próprio Hostel o translado e os ingressos para o Parque Nacional do Iguaçu que fica na Argentina. Porém só conseguimos passar pela alfandega com um jeitinho argentino, ops, brasileiro. Se não fosse o motorista da Van que é argentino jogar futebol com o inspetor, eu, Alvaro, que não levei a identidade, não teria atravessado a fronteira.

Dica: Faça esse passeio através do hostel porque o trâmite para atravessar a fronteira é mais fácil. Não esqueça também o documento de identidade original ou o passaporte.

Esse passeio dura o dia inteiro. O parque é imenso e tem vários lugarzinhos bacanas para conhecer, muitas quedas, tem uma ilha pra visitar com o acesso feito de barco já incluso. Leve uma roupa de banho, caso queira entrar no rio. Tem um trenzinho para ajudar a chegar em alguns pontos, mas prepare as pernas para as caminhadas, é um sobe e desce de escadas. Temos que admitir que gostamos mais do parque argentino que o brazuca. Não fizemos o passeio de barco que leva até a queda das cataratas.

5º dia

Último dia em Foz, acordamos bem cedinho, nem café da manhã tomamos e fomos de ônibus ao Paraguai fazer compras. Não tem como ir a Foz e não atravessar a Ponte da Amizade.

Dica: Vá de ônibus, leve somente identidade e dinheiro, sem bolsa e acessórios chamativos. Os preços são bem convidativos e dá para comprar bastante coisa boa. Em média os preços são 50% mais em conta que no Brasil, mas cuidado com os produtos falsificados. Na volta é aconselhável parar na alfândega e declarar seus produtos, que não podem passar de $300, para que você não tenha nenhuma dor de cabeça com a polícia federal nas estradas.  Quem chega a Ciudad del Este atravessando a ponte da amizade, do lado esquerdo ficam as lojas de “marcas”, que vendem seus produtos um pouco mais caros que o lado direito, que tem lojas comuns e mais passível de ter produtos piratas. Porém todas as opções valem a pena a compra.

A tarde conhecemos também o marco das 3 fronteiras (Brasil, Paraguai e Argentina). Não é tão interessante, mas se quiser dar uma passadinha lá, não custa nada.

6º dia

Retornamos pela BR277 até Curitiba, pegamos a Régis Bittencourt e pernoitamos em Registro, uma cidade já no estado de SP.

7º dia

Chegamos ao Rio de Janeiro, seguindo a BR116.

 

NÚMEROS DA VIAGEM:

 Dias de Viagem  7
 Distância Percorrida  3.185 km

 

MAPA:

A – Rio de Janeiro, B – Curitiba, C – Vila Velha, D – Foz do Iguaçu

 

FOTOS:

 

DICAS:

– Parque Estadual de Ponta Grossa

Acesso pela rodovia BR 376 (Ponta Grossa – Curitiba), no Km 28 a partir de Ponta Grossa

Horário de visitação: das 8h às 17h30, porém a bilheteria fecha às 15h30

Fechado às terças-feiras

Telefone: (42) 3228-1138/3228-1539

e-mail: pevilavelhatur@iap.pr.gov.br (geral)

pevilavelhaadm@iap.pr.gov.br (agendamento de visitas)

– Parque Nacional do Iguaçu

Horário de visitação: segunda a domingo, de 9h às 17h

Rodovia BR 469 – Km 18

Telefone: (45) 3521-4400

e-mail: cataratas@catarataspni.com.br

– Itaipu Binacional

Av. Tancredo Neves, 6.731

Telefone: 08006454645

e-mail: reservas@turisamoitaipu.com.br

HOSPEDAGENS:

– Hostel Paudimar Falls

Rua Antonio Raposo,820 – Centro

Telefone: (45)3028-5503

e-mail: info@paudimarfalls.com.br

– Hotel Formule 1 – Curitiba

Rua Mariano Torres 927 – Centro

Telefone: (41) 3218-3838

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